Petróleo sobe na esteira da queda dos estoques nos EUA

O petróleo fechou em alta hoje, ainda embalado pelos últimos dados de estoques nos EUA, que mostraram queda acentuada nas reservas da commodity na semana anterior.

A agenda esvaziada e a liquidez reduzida colaboraram para que o mercado oscilasse pouco, sem outros fatos catalisadores.

O Brent para fevereiro avançou apenas 0,27%, a US$ 73,99 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês subiu 0,55%, a US$ 70,99 por barril, na Nymex.

Ouro mantém movimento de correção em sessão de poucos negócios, mas acumula alta de 20% no ano

O ouro voltou a cair nesta segunda-feira, em uma sessão de poucos negócios em meios aos feriados de fim de ano.

O contrato futuro com vencimento em fevereiro caiu 0,52% a US$ 2.618,10 por onça-troy na Comex.

Porém, vale lembrar que o ouro registrou um rali em 2024, com alta de pouco mais de 20%no ano, em meio a tensões geopolíticas e à expectativa de corte de juros pelo Fed, movimento que acabou sendo limitado pelo fortalecimento do dólar e dos juros dos Treasuries após a eleição de Donald Trump à Presidência dos EUA.

Crise das emendas mantém ativos domésticos sob pressão; realização de lucros do ano prevalece em NY

[30/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O mercado doméstico azedou no início da tarde desta última sessão do ano, em meio a um novo desdobramento da crise das emendas.

A AGU divulgou parecer no início da tarde sobre a última decisão do ministro Flávio Dino (STF). Na avaliação da AGU, a decisão de Dino mantém o bloqueio dos R$ 4,2 bilhões em emendas.

Em meio à disparada do câmbio, que bateu em R$ 6,2426 (+0,80%) na máxima do dia, o BC chamou um leilão à vista e injetou US$ 1,815 bilhão, o que ajudou a tirar pressão sobre o real. Há pouco, o dólar à vista recuava 0,33%, a R$ 6,1726.

Já os juros futuros seguiam em alta (DI Jan/27 a 15,945%; Jan/29 a 15,750%; Jan/31 a 15,450%), diante do risco de a crise das emendas causar problemas para a aprovação do Orçamento pelo Congresso, em fevereiro.

O Ibovespa (-0,07%, a 120.188 pontos) também perdeu fôlego, apesar da alta expressiva de Petrobras ON (+1,60%) e PN (+1,57%).

Em NY, as bolsas operam em baixa (Dow Jones -0,72%; S&P500 -0,68%; Nasdaq -0,64%) com a continuidade do movimento de realização de lucros (Tesla -2,45%; Amazon -1,01%).

Os juros dos Treasuries também recuam (T-Note de 2 anos a 4,2654%).

(Téo Takar)