Com apoio da Petrobras, Ibovespa fica estável no último pregão do ano; NY recua com realização de big techs

[30/12/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em estabilidade neste último pregão de 2024, com leve alta de 0,01%, aos 120.283,40 pontos, e volume de R$ 17,6 bilhões. Em dezembro, o índice acumulou perdas de 4,28%, e, no ano, de 10,36%.

O movimento do dia foi beneficiado pelo desempenho das ações da Petrobras, que avançaram diante da valorização do petróleo e com a fala da presidente da estatal, Magda Chambriard, sobre a exploração da Margem Equatorial, em entrevista na noite anterior. Assim, Petrobras ON registrou +1,47% (R$ 39,41) e Petrobras PN, +1,49% (R$ 36,19).

Na contramão do minério de ferro, Vale caiu 0,35% (R$ 54,55), na mínima.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,21%, a R$ 6,1802, com nova intervenção do BC, porém, acumulou ganhos de 2,98% em dezembro e de 27,34% em 2024.

Os juros futuros registraram altas moderadas nesta última sessão do ano (DI Jan26 a 15,370%).

Em NY, as bolsas fecharam em queda, especialmente com a realização dos papéis de empresas ligadas à tecnologia. Dow Jones caiu 0,97% (42.573,73). S&P500 recuou 1,07% (5.906,94). Nasdaq perdeu 1,19% (19.486,78). Os retornos dos Treasuries também baixaram.

(Igor Giannasi)

Juros futuros voltam a subir com crise das emendas; alta é limitada por alívio no dólar e nos Treasuries

Os juros futuros registraram altas moderadas nesta última sessão de 2024, com investidores repercutindo os desdobramentos da crise das emendas e a nova piora nas projeções no boletim Focus.

O mercado reagiu mal ao parecer da AGU, que considerou que a decisão proferida ontem pelo ministro Flávio Dino implica em manter suspenso o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. Investidores estão preocupados com a possibilidade da crise se arrastar em 2025, piorando o clima entre Legislativo e Executivo e, em última instância, levando a uma situação de ingovernabilidade.

O boletim Focus de hoje mostrou que a mediana suavizada para o IPCA de 12 meses à frente subiu de 4,89% para 4,94%. A projeção de 2024 recuou de 4,91% para 4,90%, mas para 2025 subiu de 4,84% para 4,96%; para 2026, de 4,00% para 4,01%; e para 2027, de 3,80% para 3,83%.

A expectativa para Selic no fim de 2025 segue em 14,75%, mas para 2026 subiu de 11,75% para 12,00%. A alta dos DIs foi limitada pelo alívio no dólar, após nova intervenção do BC, e pelo recuo dos juros dos Treasuries. No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,370% (de 15,435% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,890% (15,855%); Jan/29 a 15,705% (15,625%); Jan/31 a 15,420% (15,370%); e Jan/33 a 15,140% (15,110%).

(Téo Takar)

Dólar recua no dia com nova intervenção do BC, mas acumula alta de 27,3% no ano

O dólar à vista registrou oscilação expressiva nesta última sessão do ano, em meio aos ruídos provocados pela crise das emendas parlamentares e uma nova atuação do BC.

A AGU avaliou, em um parecer divulgado no início da tarde, que decisão do ministro Flávio Dino (STF) proferida ontem determina a manutenção do bloqueio dos R$ 4,2 bilhões em emendas. A notícia provocou uma disparada do câmbio, atingindo R$ 6,2426 (+0,80%) na máxima do dia, o que levou o BC a chamar um leilão à vista, injetando US$ 1,815 bilhão e derrubando a cotação da moeda americana.

Esta foi a 9ª intervenção do BC na forma de leilão à vista neste mês, injetando um total de US$ 21,5 bilhões com esse tipo de operação em dezembro. É o maior volume em um único mês na história do regime de câmbio flutuante no país, superando os US$ 12,054 bilhões de março de 2020, no pico da pandemia.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,21%, a R$ 6,1802, após oscilar entre R$ 6,1535 e R$ 6,2426. A moeda encerrou dezembro com alta de 2,98% e, em 2024, acumulou ganho de 27,34%, maior variação anual desde 2020, quando subiu 29,34%.

A taxa Ptax fechou em baixa de 0,11% no dia, a R$ 6,1923; em dezembro, a taxa subiu 2,29%; no ano, acumulou alta de 27,91%. Às 17h08, o dólar futuro para fevereiro caía 0,33%, a R$ 6,2120.

Lá fora, o índice DXY marcava 108,114 pontos (+0,11%). O euro caía 0,23%, a US$ 1,0400. E a libra perdia 0,23%, a US$ 1,2545.

(Téo Takar)