Ouro inicia ano em alta, com investidor se protegendo de incertezas à frente
O ouro fechou em alta nesta primeira sessão de 2025, apesar do avanço do dólar (DXY +0,75%) e dos juros dos Treasuries, com investidores buscando proteção no metal precioso para as incertezas sobre a economia global e tensões geopolíticas ao longo deste ano.
O contrato para março fechou em alta de 1,06%, a US$ 2.669,00 por onça-troy na Comex.
Treasuries e dólar sobem com economia resiliente nos EUA; Ibovespa patina e juros futuros queimam gordura
[2/1/25] Da Redação do Bom Dia Mercado
Dados melhores que o esperado da economia americana reforçam a percepção de que o Fed vai mesmo reduzir o ritmo de cortes de juros neste ano, empurrando juros dos Treasuries e o dólar para cima, enquanto as bolsas recuam (Dow -0,52%; S&P500 -0,49%; Nasdaq -0,61%) neste primeiro pregão de 2025.
O PMI industrial dos EUA caiu a 49,4 em dezembro, ficando acima da previsão, 48,3. Além disso, o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego ficou em 211 mil na semana encerrada em 28 de dezembro, abaixo dos 220 mil revisados da semana anterior e da expectativa de 221 mil. É o menor resultado em oito meses, confirmando que a economia americana segue resiliente.
Há pouco, o T-Note de 2 anos marcava 4,2555%, enquanto a taxa do papel de 10 anos subia para 4,5862%. O índice DXY subia 0,76%, aos 109,31 pontos, maior nível em mais de dois anos.
Os tombos do euro (-0,90%, a US$ 1,0264) e da libra (-1,17%, a US$ 1,2369) chamam atenção, após PMIs piores que o esperado, reforçando o cenário de cortes de juros pelo BCE e pelo BoE.
Por aqui, o Ibovespa patina (-0,15%, aos 120.097 pontos), apesar da forte alta de Petrobras ON (+2,92%) e PN (+2,02%), na esteira dos ganhos do petróleo.
O dólar à vista (-0,16%, a R$ 6,1702) e os juros futuros (Jan/26 a 15,285%; Jan/27 a 15,755%; Jan/29 a 15,595%) parecem queimar um pouco das gorduras acumuladas no fim do ano passado.
(Téo Takar)
Ano termina com resultados ruins para mercado brasileiro
O ano termina com resultados ruins para o mercado brasileiro. O dólar disparou 27% diante do real e a bolsa caiu 10%, ambos com seus piores desempenhos desde 2021, quando o país ainda sentia os efeitos da pandemia iniciada no ano anterior.
Boa parte dessa piora ocorreu nos últimos dois meses de 2024, período que coincidiu com a vitória de Donald Trump nos EUA, fato inegavelmente negativo para os mercados emergentes.
Porém, no caso específico do Brasil, o principal estopim para a fuga em massa de capitais foi a incerteza com o cenário fiscal. Primeiro, os investidores ficaram irritados com a demora do governo em apresentar medidas de corte de gastos. E, logo depois, não esconderam a frustração diante do que foi apresentado.
O Ano Novo começará com mais uma nuvem negra no ar: a crise das emendas parlamentares, que pode levar, no caso extremo, a uma situação de ingovernabilidade de Lula diante da pressão do Congresso por liberação de recursos.
Lá fora, a grande questão a ser respondida é se Trump cumprirá com todas as promessas de campanha, especialmente as ameaças protecionistas.
Feliz Ano Novo! (Téo Takar)