Juros futuros queimam prêmios com atividade mais fraca e calmaria em Brasília

Os juros futuros queimaram até 36 pb de prêmios nesta primeira sessão do ano, com investidores mostrando maior apetite por risco e aproveitando a relativa calmaria sobre o cenário fiscal, por conta do recesso de fim de ano em Brasília.

Sem novidades no noticiário, o movimento foi interpretado pelos operadores como uma correção, aproveitando também o alívio moderado no câmbio, mas em uma sessão de liquidez reduzida.

O único dado relevante do dia foi o PMI Industrial, elaborado pela S&P, que registrou queda expressiva, de 52,3 em novembro para 50,4 em dezembro.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,145% (de 15,370% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,610% (15,890%); Jan/29 a 15,385% (15,705%); Jan/31 a 15,060% (15,420%); e Jan/33 a 14,810% (15,140%).

(Téo Takar)

Dólar tem leve recuo frente ao real, enquanto libra e euro derretem

O dólar à vista encerrou a primeira sessão do ano com baixa moderada, devolvendo uma pequena parte do ganho acumulado em dezembro, em uma sessão sem maiores novidades no campo fiscal, mas com vários indicadores de atividade mundo afora.

No exterior, o índice DXY atingiu o maior desde novembro de 2022, refletindo o enfraquecimento do euro e da libra após os PMIs fracos na região, que reforçam o cenário para novos cortes de juros pelo BCE e BoE.

Nos EUA, a queda do número de pedidos de seguro-desemprego ao menor nível em 8 meses leva a crer que o Fed realizará menos cortes de juros neste ano. Voltando ao Brasil, o BC informou hoje que fluxo cambial registrou saída de US$ 15,918 bilhões em 2024, a terceira maior saída líquida anual da série histórica.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,29%, a R$ 6,1625, após oscilar entre R$ 6,1517 e R$ 6,2267. Às 17h07, o dólar futuro para fevereiro caía 0,12%, a US$ 6,1970. O índice DXY subia 0,80%, para 109,359 pontos. O euro caía 0,99%, para US$ 1,0254. E a libra perdia 1,11%, a US$ 1,2376.

(Téo Takar)

Petróleo inicia ano em alta, de olho em estímulos na China e maior restrição à exploração offshore nos EUA

O petróleo começou o ano com alta expressiva, mesmo em uma sessão de forte valorização do dólar frente aos pares (DXY +0,75%) e diante de uma queda menor que o esperado dos estoques americanos.

Os preços da commodity parecem que foram embalados pela promessa de Ano Novo de Xi Jinping, de anunciar novos estímulos econômicos na China este ano, e pela informação de que Joe Biden deve baixar um decreto proibindo permanentemente novos projetos de petróleo e gás offshore em algumas águas costeiras do país, dificultando os planos de Donald Trump, que pretende expandir a produção dos EUA.

Na agenda do dia, os estoques de petróleo caíram 1,178 milhão de barris na semana passada, menos do que a redução de 2,4 milhões de barris prevista pelos analistas. Já os estoques de gasolina subiram 7,717 milhões, contrariando projeção de queda de 300 mil barris.

O Brent para março fechou em alta de 1,73%, a US$ 75,93 por barril, na ICE. Já o WTI para fevereiro subiu 1,97%, a US$ 73,13 por barril, na Nymex.