Primeira semana de 2025 já é termômetro do comportamento do mercado ao longo do ano

O Ibovespa voltou ao nível de novembro de 2023, o dólar não dá trégua e se sustenta em torno dos R$ 6,20 e os juros futuros seguem na casa dos 15%, após a modesta correção desta semana. A primeira semana do ano, apesar da baixa liquidez, já é um termômetro de como o mercado brasileiro deve se comportar ao longo do novo ano, salvo aconteça alguma mudança radical no cenário fiscal.

Mesmo com Brasília esvaziada, a crise das emendas continuou rendendo assunto neste início de 2025, com o governo já fazendo as contas de quanto poderá economizar com as decisões de Flávio Dino. O que ainda não está na conta é o custo político que a suspensão das emendas terá ao governo, em ano pré-eleitoral.

Lá fora, o mercado continua se ajustando à chegada de Trump e permanece cético sobre as promessas de Pequim de liberar mais estímulos para impulsionar a economia da China. Já a Europa enfrenta situação complicada, com crises políticas na França e Alemanha, indicadores mostrando atividade ainda fraca.

Além disso, a Ucrânia decidiu fechar o gasoduto que liga a Rússia ao resto do continente, levando a uma disparada no preço do gás natural que, em algum momento, será percebida na inflação do bloco.

Bom fim de semana! (Téo Takar)

Ibovespa fica abaixo dos 119 mil pontos, no menor nível desde novembro de 2023; NY avança com big techs

[3/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Sem apoio de Petrobras, Vale e dos principais bancos, o Ibovespa fechou em baixa de 1,33%, aos 118.532,68 pontos, voltando ao menor nível desde novembro de 2023, com volume de R$ 20,3 bilhões. Na semana, o recuo acumulado foi de 1,44%.

Na contramão da alta do petróleo, os ativos da petrolífera devolveram os ganhos da véspera (ON: -0,35%; R$ 40,38 e PN: -1,06%; R$ 36,38). Seguindo a desvalorização do minério de ferro, Vale caiu 1,86% (R$ 53,24).

O dólar à vista fechou em alta de 0,32%, a R$ 6,1821. Na semana, a moeda ficou praticamente estável, com uma queda marginal de 0,18%. Os juros futuros voltaram a cair (DI Jan26 a 15,060%, na mínima do dia), mas a correção foi limitada pela cautela com a questão fiscal e pela alta dos juros dos Treasuries.

Em NY, as bolsas voltaram a fechar no azul, impulsionadas pela recuperação dos papéis de big techs. Dow Jones subiu 0,80% (42.732,13). S&P500 ganhou 1,26% (5.942,47). Nasdaq avançou 1,77% (19.621,68). Na semana, porém, os índices acumularam perdas de, respectivamente, 0,61%, 0,48% e 0,51%.

(Igor Giannasi)

Juros futuros voltam a cair, mas preocupação com quadro fiscal limita correção

Os juros futuros continuaram queimando prêmios nesta sexta-feira, diante da agenda esvaziada e da liquidez restrita, mas a correção foi limitada pela cautela com o cenário fiscal doméstico e também pela alta dos juros dos Treasuries.

Os desdobramentos da crise das emendas continuam merecendo atenção, já que ela pode azedar de vez a relação do governo e Congresso. Segundo o Estadão, o governo já conta com a economia de recursos gerada pelos cortes determinados pelo ministro Flávio Dino (STF). As emendas previstas para 2025, de R$ 50,5 bilhões, podem sofrer redução de R$ 5 bilhões.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,060%, na mínima do dia (de 15,145% no fechamento da sessão anterior); Jan/27 a 15,500% (15,610%); Jan/29 a 15,320% (15,385%); Jan/31 a 15,030% (15,060%); e Jan/33 a 14,780% (14,810%).

(Téo Takar)