Juros futuros voltam a queimar prêmios com ajuda do câmbio, apesar de nova piora no Focus
Os juros futuros deram sequência ao movimento de devolução de prêmios nesta segunda-feira, apoiados principalmente no alívio do câmbio.
O noticiário doméstico esvaziado também colaborou para a correção, embora o boletim Focus de hoje tenha mostrado nova piora nas estimativas para inflação e juros.
A sessão foi pautada pelo maior apetite global por risco, diante da notícia do Washington Post, de que a política protecionista de Trump poderá ser menos agressiva do que a prometida pelo presidente eleito dos EUA durante a campanha. Trump negou a informação, mas não conseguiu alterar a tendência dos mercados.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,970% (de 15,060% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,340% (15,500%); Jan/29 a 15,045% (15,320%); Jan/31 a 14,750% (15,030%); e Jan/33 a 14,500% (14,780%).
(Téo Takar)
Petróleo cede à realização de lucros após atingir maior preço desde abril
Depois de subir cerca de 4% na semana passada, o petróleo passou por uma realização de lucros no fim da sessão desta segunda-feira, após subir e atingir durante o dia seu maior valor desde abril do ano passado, apoiado pela queda do dólar, pelo decreto de Joe Biden restringindo a exploração offshore nos EUA e pela expectativa de novas sanções contra a Rússia e o Irã.
Apesar da correção no fechamento, operadores acreditam que a tendência para a semana é de alta devido ao aumento da demanda por combustíveis no hemisfério Norte por causa do frio rigoroso.
O Brent para março caiu 0,27%, a US$ 76,30 por barril, na ICE. E o WTI para fevereiro recuou 0,54%, a US$ 73,56 por barril, na Nymex.
Dólar segue tendência externa e fecha em baixa com possibilidade de tarifas de Trump menos agressivas
O dólar à vista acompanhou o movimento da moeda americana no exterior e recuou frente ao real nesta segunda-feira. O enfraquecimento global do dólar foi provocado pela notícia do Washington Post, de que o novo governo Trump poderá adotar tarifas de importação menos abrangentes do que o previsto durante a campanha eleitoral. Trump afirmou que a informação era falsa, mas suas declarações não reverteram o impacto da reportagem no mercado.
Por aqui, apesar de estar de férias, o ministro Fernando Haddad foi a Brasília para uma reunião com o presidente Lula. Na saída, ele disse que o encontro foi para discutir as prioridades do ano, sendo que a primeira será a aprovação do Orçamento.
Ele comentou ainda “que não existe qualquer discussão para mudar o regime cambial no Brasil” e que “há um processo de acomodação natural da moeda americana”. Ele lembrou que “houve um estresse no câmbio no Brasil e no mundo no fim de 2024”.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,13%, a R$ 6,1125, após oscilar entre R$ 6,0928 e R$ 6,1539. Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro caía 1,26%, a R$ 6,1370.
Lá fora, o índice DXY caía 0,67%, para 108,225 pontos. O euro subia 0,80%, a US$ 1,0391. E a libra avançava 0,77%, a US$ 1,2519.
(Téo Takar)