Ibovespa sobe e dólar cai após Haddad cravar déficit primário de 0,1% do PIB em 2024; Bolsas recuam em NY
[7/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O investidor mantém o apetite pelos ativos domésticos nesta terça-feira, enquanto analisa as declarações dadas pelo ministro Fernando Haddad em entrevista à Globonews nesta tarde. Haddad cravou que o déficit primário em 2024 será de 0,1% do PIB, “com alguma variação na segunda casa decimal”, a depender do crescimento do PIB, que a Fazenda estima em 3,6% no ano passado.
Haddad também afirmou que pretende ficar no cargo até o fim de 2026, descartando os rumores de que poderia ser candidato à sucessão de Lula. Ele destacou ainda que a reforma da renda será prioridade neste ano e evitou admitir um novo pacote de corte gastos neste ano. Reportagem do Valor afirma que o governo baixará decreto limitando os gastos a 1/18 neste início de ano até que o Congresso aprove o Orçamento.
Há pouco, o Ibovespa subia 1,18%, aos 121.432 pontos, com destaque para as altas de Petrobras ON (+3,18%) e PN (+2,38%), Itaú PN (+1,83%) e Bradesco PN (+1,66%). O dólar à vista cai 0,63%, a R$ 6,0740.
Os juros futuros recuam na ponta curta (DI Jan/26 a 14,925%) e no miolo (Jan/29 a 15,040%), enquanto os longos sobem (Jan/33 a 14,570%), influenciados pelo avanço dos Treasuries (T-Note de 10 anos a 4,6779%).
Lá fora, depois de uma nova rodada de dados fortes da economia dos EUA, o mercado monitorava das declarações de Trump, que reiterou sua promessa de tarifas sobre Canadá e México e mostrou que não está preocupado com o déficit fiscal. “Adoro gastos e quero ver extensão do teto da dívida”, disse Trump.
Em NY, o Dow Jones cai 0,18%, seguido pelo S&P500 (-0,73%) e o Nasdaq (-1,46%).
(Téo Takar)
Bolsas europeias fecham mistas, com investidor de olho em Trump e inflação no bloco
As bolsas da Europa fecharam sem sinal único nesta terça-feira, com investidores mais dispostos ao risco, após a notícia de que Trump poderá aplicar tarifas menos rigorosas do que prometeu na campanha. Porém, a percepção de que o mandato de Trump deverá trazer maior volatilidade por causa da comunicação truncada limitou os ganhos.
As atenções também se voltaram hoje para o CPI de dezembro na zona do euro (+2,4%), que não deve mudar a postura do BCE de continuar com o relaxamento monetário.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,32%, aos 514,67 pontos. O FTSE100, de Londres, caiu 0,05%. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,62%. E o CAC40, de Paris, ganhou 0,59%.
Ibovespa recupera patamar dos 120 mil pontos com ajuda de bancos; NY fica sem direção única
[6/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em alta de 1,26%, aos 120.021,52 pontos, com volume de R$ 19,0 bilhões, seguindo a tendência externa, mesmo sem o apoio de Vale (-1,28%; R$ 53,56) e Petrobras (ON: -0,94%; R$ 40,00 e PN -0,47%; R$ 36,21), que se destacaram entre as maiores perdas do dia.
O movimento foi influenciado pela boa performance do sistema financeiro, puxado pelas ações do Itaú (+4,49%; R$ 31,16).
O dólar à vista fechou em baixa de 1,13%, a R$ 6,1125, acompanhando a tendência da moeda americana no exterior, diante da notícia de que o novo governo Trump poderá ser menos agressivo na adoção de tarifas de importação, o que, porém, foi desmentido pelo futuro presidente.
Os juros futuros também recuaram (DI Jan26 a 14,970%).
Em NY, depois de uma abertura em alta, impulsionada pelo desempenho das ações do setor de tecnologia, as bolsas, assim como os retornos dos Treasuries, fecharam sem direção única. Dow Jones caiu 0,06% (42.706,56). S&P500 subiu 0,55% (5.975,38). Nasdaq ganhou 1,24% (19.864,98).
(Igor Giannasi)