Bolsas europeias recuam com cautela após dados e ameaça tarifária de Trump
As bolsas europeias recuaram nesta quarta-feira, após dado da inflação ao produtor (PPI) na zona do euro (+1,6%) vir acima do esperado pelo mercado (+1,5%).
Além disso, a notícia da CNN de que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, pretende usar uma lei americana para declarar “emergência econômica nacional” para aprovar tarifas mais amplas também pesou sobre o humor dos investidores.
No fechamento, o índice Stoxx 600 caiu 0,27%, aos 513,28 pontos. O FTSE, da Bolsa de Londres, ficou estável. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,12%. Já o CAC 40, de Paris encerrou em baixa de 0,58%.
Ibovespa tem nova alta e retoma os 121 mil pontos; NY recua com liquidação de ações de tecnologia
[07/01/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Após a recuperação da véspera, o Ibovespa fechou novamente em alta, de 0,95%, e retomou o nível dos 121 mil pontos (121.162,66), alcançando volume de R$ 21 bilhões. O desempenho do índice foi beneficiado pela boa performance de Petrobras e dos principais bancos, apesar da queda da Vale.
Seguindo a valorização do petróleo, Petrobras ON subiu 2,80%, a R$ 41,12, e Petrobras PN, ganhou 2,13%, a R$ 36,98. Já o papel da mineradora cedeu 0,97% (R$ 52,05), em linha com o minério de ferro.
O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,14%, a R$ 6,1042, acompanhando a tendência de desvalorização da moeda americana frente a outras divisas emergentes.
Já os juros futuros fecharam com ganho moderado (DI Jan26 a 14,990%).
Em NY, as bolsas recuaram, especialmente com a liquidação das ações ligadas a empresas de tecnologia pesando. Dow Jones caiu 0,42% (42.528,36). S&P500 recuou 1,11% (5.909,03). Nasdaq perdeu 1,89% (19.489,68). Já os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros encerram correção e retomam alta diante de piora externa e incerteza fiscal
Os juros futuros encerraram nesta terça-feira o movimento de correção visto desde o fim do ano passado e fecharam com ganho moderado de prêmios. A avaliação dos investidores é que o cenário fiscal ainda preocupa, junto com o cenário externo adverso, o que limita novas quedas das taxas.
Os números da arrecadação federal dentro do esperado e a entrevista do ministro Fernando Haddad à Globonews tiveram pouco impacto sobre os DIs. Haddad evitou comentar reportagem do Valor, de que o governo estaria preparando um decreto para conter os gastos neste início de ano, pelo menos até a aprovação do Orçamento. “Primeiro temos que adequar Orçamento às medidas já aprovadas. Teremos mais liberdade para contingenciar.”
O ministro também revelou que o déficit primário de 2024 ficará em torno de 0,1% do PIB e que o crescimento da economia no ano passado é estimado em 3,6%.
Lá fora, os juros dos Treasuries registraram alta após novos dados de emprego e atividade acima do esperado e declarações de Trump, defendendo gastos e pedindo que o Congresso eleve o teto da dívida dos EUA.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,990% (de 14,970% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,390% (15,340%); Jan/29 a 15,190% (15,045%); Jan/31 a 14,920% (14,750%); e Jan/33 a 14,690% (14,500%).
(Téo Takar)