Cautela marca sessão do Ibovespa, com foco na política tarifária de Trump; NY melhora após Ata do Fed

[8/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

A notícia de que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, considera declarar emergência econômica nacional para impor tarifas, provocou a cautela predominante na sessão do Ibovespa, com o forte recuo de ações de maior peso contribuindo para o desempenho negativo do índice.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,27%, aos 119.624,51 pontos, com volume de R$ 19,4 bilhões. Vale cedeu 0,96% (R$ 51,55), Petrobras ON caiu 0,95% (R$ 40,73) e Petrobras PN baixou 0,81% (R$ 36,68).

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,08%, a R$ 6,1090. Os juros futuros terminaram mistos, com curtos em baixa (DI Jan26 a 14,970%) e longos em alta.

Em NY, as bolsas performaram no campo negativo por boa parte da sessão, em meio às preocupações tarifárias nos EUA, mas os índices melhoraram após a divulgação da Ata do Fed e fecharam majoritariamente no azul.

Dow Jones subiu 0,25% (42.635,20). S&P500 ganhou 0,16% (5.918,25). Nasdaq caiu 0,06% (19.478,88). Por sua vez, os retornos dos Treasuries cederam.

(Igor Giannasi)

Juros futuros seguem caminhos diferentes, de olho no quadro fiscal doméstico e política agressiva de Trump

Os juros futuros terminaram mistos nesta quarta-feira, com curtos em baixa e longos em alta, conforme os investidores monitoraram o cenário externo e aguardaram por alguma novidade sobre a questão fiscal doméstica.

O mercado continuou repercutindo hoje a informação dada ontem pelo Valor de que o governo pode editar um decreto para limitar os gastos neste início de ano até a aprovação do Orçamento.

Lá fora, a Ata do Fed não trouxe maiores novidades e os números de emprego da ADP vieram mais fracos, porém os juros dos Treasuries ficaram voláteis com a informação de que Trump pode apelar para um decreto de emergência econômica nacional para colocar em prática sua política protecionista.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,970% (de 14,990%); Jan/27 a 15,365% (15,390%); Jan/29 a 15,235% (15,190%); Jan/31 a 15,030% (14,920%); e Jan/33 a 14,840% (14,690%).

(Téo Takar)

Dólar mantém viés de alta, de olho em propostas protecionistas de Trump

O dólar fechou em leve alta diante do real nesta quarta-feira, refletindo o viés da moeda americana no exterior. O mercado reagiu à notícia da CNN, de que Donald Trump pode declarar “emergência econômica nacional” para justificar o lançamento de um plano de tarifas de importação agressivo.

Essa política, junto com a expansão do teto da dívida e corte de impostos pode pressionar a inflação e levar o Fed a repensar seu plano de afrouxamento monetário.

A Ata do Fed não gerou efeitos sobre o câmbio, uma vez que praticamente confirmou o que Jerome Powell e outros dirigentes já haviam sinalizado, de que o Fed será mais cuidadoso daqui para frente, reduzindo o ritmo de cortes e monitorando com atenção a política econômica de Trump.

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,08%, a R$ 6,1090, após oscilar entre R$ 6,1029 e R$ 6,1563. Às 17h10, o dólar futuro para fevereiro subia 0,09%, a R$ 6,1355.

Lá fora, o índice DXY avançava 0,50%, aos 109,084 pontos. O euro caía 0,31%, a US$ 1,0309. E a libra perdia 0,97%, a US$ 1,2355.

(Téo Takar)