Juros futuros recuam após desempenho fraco do varejo e demanda elevada por prefixados em leilão do Tesouro
Os juros futuros recuaram de forma moderada nesta quinta-feira, com investidores avaliando os dados de varejo e monitorando os leilões do Tesouro. Operadores relataram que houve forte demanda do mercado por prefixados no leilão de hoje, o que ajudou a aliviar os prêmios de risco na curva.
Houve reflexo também do dólar, que registrou queda significativa, apesar da liquidez reduzida pelo feriado nos EUA.
Na agenda do dia, as vendas no varejo caíram 0,4% em novembro ante outubro, em ritmo pior que o esperado pelo mercado (-0,2%). No varejo ampliado, a queda foi mais acentuada (-1,8%), ante previsão de -0,4%.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,965% (de 14,970% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,315% (15,365%); Jan/29 a 15,140% (15,235%); Jan/31 a 14,950% (15,030%); e Jan/33 a 14,780% (14,840%).
(Téo Takar)
Dólar cai com recuperação das commodities em sessão sem NY, mas recheada de falas de membros do Fed
O dólar recuou perante o real nesta quinta-feira, com a moeda brasileira acompanhando a valorização de outras divisas de países produtores de commodities, em linha com a alta nos preços do petróleo e do minério de ferro.
O feriado nos EUA reduziu a liquidez, porém diversas declarações de membros do Fed ao longo do dia mereceram a atenção dos investidores. Jeffrey Schmid (presidente do Fed de Kansas City) disse que a economia americana está muito perto da estabilidade de preços e do pleno emprego.
“Sou a favor de ajustar a política gradualmente e de olho nos dados. A força da economia permite que sejamos pacientes”, afirmou.
Já a diretora Michelle Bowman concordou que a economia dos EUA continua forte, porém ela “continua a ver maiores riscos à estabilidade de preços, especialmente enquanto o mercado de trabalho permanece próximo do pleno emprego”.
Patrick Harker (Filadélfia) considera “apropriado” que o Fed faça uma pequena pausa nos cortes dos juros em meio às incertezas. E observou que o retorno da inflação para a meta de 2% está demorando mais do que foi inicialmente previsto.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,10%, a R$ 6,0418, após oscilar entre R$ 6,0383 e R$ 6,1216. Às 17h08, o dólar futuro para fevereiro caía 1,07%, a R$ 6,0655.
Lá fora, o índice DXY marcava alta de 0,07% (109,165 pontos). O euro caía 0,16% (US$ 1,0301). E a libra perdia 0,43% (US$ 1,2311).
(Téo Takar)
Petróleo sobe com inverno rigoroso no hemisfério Norte e expectativa de novas sanções contra a Rússia
O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, com investidores acreditando que o inverno rigoroso na Europa e na América do Norte elevará a demanda por combustíveis nas próximas semanas.
O mercado também aguarda ainda nesta semana o anúncio pelo presidente dos EUA, Joe Biden, de novas sanções ao petróleo russo.
O Brent para março fechou em alta de 1,00%, a US$ 76,92 por barril, na ICE. E o WTI para fevereiro subiu 0,81%, a US$ 73,92 por barril, na Nymex.