Bolsas recuam, enquanto juros e dólar avançam após payroll reduzir espaço para novos cortes de juros

[10/01/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Os ativos de risco seguem sob pressão em NY na tarde desta sexta-feira (Dow Jones -1,47%; S&P500 -1,42%; Nasdaq -1,57%), com investidores repercutindo o dado forte do payroll, que deve limitar os cortes de juros pelo Fed neste ano.

Por tabela, as taxas dos Treasuries avançam (T-Note de 2 anos a 4,3666%; T-Note de 10 anos 4,7520%) e o dólar se fortalece frente aos pares (DXY +0,39%, aos 109,607 pontos).

Por aqui, além do cenário externo, o mercado reage ao IPCA de dezembro, que veio em linha com as expectativas, mas confirmou o estouro da meta em 2024.

O Ibovespa recua 0,50% (119.176 pontos), mas a queda é limitada pelo bom desempenho das petroleiras (Petrobras ON +1,03%; PN +0,71%), apoiadas pela disparada da commodity após os EUA confirmarem novas sanções contra o óleo russo.

O dólar à vista avança 1,00%, a R$ 6,1029 e os juros futuros sobem até 20 pb (DI Jan/27 a 15,395%; Jan/29 a 15,295%).

(Téo Takar)

Bolsas europeias fecham em baixa, pressionadas por payroll

As bolsas europeias fecharam em baixa hoje, pressionadas pela divulgação do payroll, que mostrou criação de empregos bem acima do esperado nos EUA.

O dado levou o mercado a esperar menos cortes de juros pelo Fed, reduzindo o apetite por ativos de risco. A exceção ficou por conta das ações de petroleiras, que acompanharam a forte alta no preço da commodity.

O índice Stoxx 600 fechou em baixa de 0,84%, aos 511,50 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,86%. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,50%. E em Paris, o CAC 40 perdeu 0,79%.

Ibovespa registra leve alta em sessão volátil e de baixa liquidez, sem a referência de NY

[9/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa fechou em leve alta de 0,13%, aos 119.780,56 pontos, em uma sessão volátil e de baixa liquidez, sem a referência de NY, devido ao feriado pelo funeral do ex-presidente americano Jimmy Carter. O volume foi de R$ 13 bilhões.

O desempenho no azul da maioria dos principais bancos, precificando a perspectiva de aumento do teto de juros no consignado para beneficiários do INSS, e de Petrobras PN (+0,44%; R$ 36,84) compensou a virada para o campo negativo da Vale, que cedeu 0,62%, a R$ 51,23. Petrobras ON teve leve queda de 0,02%, a R$ 40,72.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,10%, a R$ 6,0418, e os juros futuros recuaram de forma moderada (DI Jan26 a 14,965%). Os mercados dos Treasuries fecharam mais cedo, sem direção única.

(Igor Giannasi)