Dólar segue exterior e avança após payroll reduzir chances de cortes de juros pelo Fed neste ano

O dólar à vista fechou em alta diante do real nesta sexta-feira, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior após o payroll de dezembro.

O dado de geração de empregos nos EUA acima do esperado reforçou a percepção do mercado de que o Fed terá que realizar menos cortes de juros neste ano por conta da economia ainda aquecida e do risco de pressão inflacionária dos salários.

Por aqui, os investidores também avaliaram os números do IPCA de dezembro, que veio em linha com as expectativas e confirmou o estouro da meta de inflação de 2024.

Apesar da valorização no dia, o dólar acumulou baixa na semana, corrigindo parte dos excessos das últimas semanas do ano passado, quando a demanda por remessas de empresas para o exterior e a incerteza fiscal turbinaram o câmbio.

O dólar à vista fechou em alta de 1,00%, a R$ 6,1024, após oscilar entre R$ 6,0327 e R$ 6,1248. Na semana, a moeda caiu 1,29%. Às 17h06, o dólar futuro para fevereiro subia 1,12%, a R$ 6,1255.

Lá fora, o índice DXY avançava 0,45%, aos 109,668 pontos. O euro caía 0,54%, para US$ 1,0244. E a libra perdia 0,82%, a US$ 1,2210.

(Téo Takar)

Petróleo dispara com nova rodada de sanções dos EUA para limitar oferta russa

Os preços do petróleo ignoraram a alta do dólar após o payroll e deram um salto nesta sexta-feira por causa dos rumores, que depois foram oficialmente confirmados, de novas sanções dos EUA contra o óleo russo. As medidas devem interromper principalmente a oferta da commodity russa para a Índia, que terá de buscar fontes alternativas de abastecimento no Oriente Médio e nos EUA.

O Departamento do Tesouro anunciou restrições à Gazprom Neft e à Surgutneftegas e também a cerca de 180 navios petroleiros, muitos dos quais fazem parte da “frota paralela de comércio sem transparência de petróleo russo”, disse o Tesouro.

Além dos EUA, o Reino Unido e o Japão também anunciaram novas sanções contra a Rússia hoje, dentro de um esforço conjunto do G7 para pressionar os russos em meio à guerra na Ucrânia.

O Brent para março avançou 3,69%, a US$ 79,76 por barril, na ICE. E o WTI para fevereiro subiu 3,58%, a US$ 76,57 por barril, na Nymex. Na semana, os contratos acumularam ganhos de 4,4% e 3,5%, respectivamente.

Ouro ignora alta do dólar e dos Treasuries e avança em meio à instabilidade geopolítica e déficits fiscais

O ouro voltou a subir nesta sexta-feira, mesmo com a alta do dólar e dos juros dos Treasuries após o payroll, dado que esses ativos concorrem com o metal quando o assunto é busca por segurança.

Operadores relataram as preocupações dos investidores com o ambiente geopolítico, dívidas elevadas de países e a tendência de alta da inflação global.

O contrato para fevereiro subiu 0,90%, para US$ 2.715,00 por onça-troy na Comex. Na semana, o metal teve ganho de 2,22%.