Petróleo avança diante de impacto de sanções contra Rússia no fornecimento para China e Índia

O petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira, com o Brent superando os US$ 80 e atingindo maior preço em mais de quatro meses, conforme o mercado repercute os impactos da sanções anunciadas pelos EUA na sexta-feira sobre o petróleo russo.

As novas sanções incluíram os produtores Gazprom, Neft e Surgutneftegaz, bem como 183 navios, que respondem por cerca de 25% das exportações de óleo russo, segundo estimativa do Goldman Sachs, o que deve afetar radicalmente o fornecimento para China e Índia.

O cenário deve forçar esses dois grandes consumidores a buscar petróleo e combustíveis no Oriente Médio, África e Américas, o que aumentará os preços dos produtos e os custos de transporte.

O Brent para março avançou 1,56%, a US$ 81,01 por barril, na ICE. E o WTI para fevereiro fechou em alta de 2,93%, a US$ 78,82 por barril, na Nymex.

Ouro recua diante de dólar forte e com realização de lucros

O ouro cedeu à realização de lucros nesta segunda-feira, após 4 sessões seguidas de ganhos, em uma sessão em que o dólar (DXY +0,18%) e os juros dos Treasuries (T-Note de 10 anos a 4,7768%) avançavam, concorrendo com o metal pelo interesse dos investidores em busca de segurança.

O contrato para fevereiro caiu 1,34%, a US$ 2.678,60 por onça-troy na Comex.

Ibovespa desacelera, dólar segue estável e juros futuros recuam, mas foco permanece na inflação americana

[13/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa (+0,22%, aos 119.123 pontos) perdeu força desde o início da tarde, acompanhando a desaceleração de Petrobras ON (+0,81%) e PN (+1,08%) e de Vale ON (+0,47%).

Mais cedo, os papéis pegaram carona no avanço do petróleo e do minério, após dados melhores que o esperado na China. Porém, a liquidez continua baixa, projetando cerca de R$ 15 bilhões no fechamento, com investidores cautelosos antes da divulgação de inflação nos EUA e Europa nesta semana, que podem ser determinantes para os próximos passos das políticas monetárias do Fed e BCE.

O dólar à vista tem leve queda (-0,13%, a R$ 6,0947) e os juros futuros devolvem prêmios (DI Jan/27 a 15,245%; Jan/29 a 15,230%), apesar da nova piora nas projeções do boletim Focus desta semana.

Em NY, as bolsas operam mistas (Dow +0,33%; S&P500 -0,48%; Nasdaq -1,09%) e os juros dos Treasuries continuam subindo (T-Note de 2 anos a 4,3919%; T-Note de 10 anos a 4,7835%) e o dólar avança sobre os pares (DXY +0,19%, aos 109,853 pontos), após o payroll forte de sexta-feira passada colocar mais incerteza sobre o afrouxamento do Fed.

(Téo Takar)