Ibovespa registra leve alta e retoma os 119 mil pontos, em dia de liquidez reduzida; NY fica sem direção única

[13/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa conseguiu retomar o patamar dos 119 mil pontos, registrando leve alta de 0,13%, aos 119.006,93 pontos. Em dia de liquidez reduzida, o volume somou apenas R$ 16,4 bilhões.

As ações da Petrobras deram suporte ao resultado do índice. Em linha com a valorização do petróleo, Petrobras PN registrou +0,35% (R$ 37,07) e Petrobras ON, +0,07% (R$ 40,95). Por outro lado, Vale cedeu 0,02%, a R$ 51,51, mesmo com a alta do minério de ferro.

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,06%, a R$ 6,0985. Os juros futuros terminaram o dia mistos, com os vencimentos curtos e médios em baixa e os longos perto da estabilidade.

Em NY, depois de uma abertura no campo negativo, ainda refletindo a cautela do pregão passado, diante do forte payroll de dezembro e na expectativa para os dados de inflação nos EUA, no meio da semana, as bolsas ficaram sem direção única.

Dow Jones subiu 0,85% (42.297,12). S&P500 ganhou 0,16% (5.836,22). Já Nasdaq recuou 0,38% (19.088,10). Por sua vez, os retornos dos Treasuries avançaram.

(Igor Giannasi)

Juros futuros curtos e médios recuam, enquanto longos terminam estáveis

Depois de passarem boa parte da sessão devolvendo prêmios, os juros futuros terminaram a segunda-feira mistos, com os vencimentos curtos e médios em baixa, enquanto os longos fecharam perto da estabilidade.

A nova alta dos juros dos Treasuries limitou a queda dos longos. Já os curtos devolveram boa parte do mau humor de sexta-feira, provocado pelo IPCA e o payroll, com o mercado reagindo às declarações do diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen.

“Não vamos ficar no Banco Central fazendo qualificação da política fiscal. Dada a política fiscal, vamos atuar para trazer a inflação para a meta”, afirmou Guillen, em evento da Bradesco Asset. “O guidance está posto e vamos continuar acompanhando [todos os indicadores]”.

O mercado também repercutiu a entrevista do secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, ao jornal O Globo. Ele afirmou que o governo prepara novas medidas de cortes de despesas este ano. Segundo ele, “é natural” que a pasta tenha de adotar novas medidas ao longo de 2025 para garantir a preservação do arcabouço fiscal.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,955% (de 15,095% na sessão anterior); Jan/27 a 15,315% (15,465%); Jan/29 a 15,340% (15,400%); Jan/31 a 15,240% (15,230%); e Jan/33 a 15,100% (15,070%).

(Téo Takar)

Dólar recua diante do real com avanço das commodities após dados da China e sanções dos EUA contra Rússia

O dólar fechou em leve baixa diante do real nesta segunda-feira, refletindo o fortalecimento das divisas de países produtores de commodities. A recuperação nos preços do petróleo e do minério de ferro, após novas sanções dos EUA contra Rússia e números melhores que o esperado da balança comercial chinesa, deram sustento a essas moedas.

Porém, o viés para o dólar ainda é de alta, com investidores à espera de dados de inflação nos EUA, após o forte payroll de sexta-feira, para avaliar se o Fed irá ou não continuar seu ciclo de afrouxamento monetário neste ano.

No fim da tarde, o levantamento do CME mostrava estabilidade nas apostas em relação a sexta-feira, com um corte de 25 pb no ano (40,5%, igual a sexta-feira) liderando as preferências, seguido da manutenção das taxas (31,5%, de 30,5%) e de corte de 50 pb (21,1%, de 21,8%) até o fim de 2025.

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,06%, a R$ 6,0985, após oscilar entre R$ 6,0777 e R$ 6,1367. Às 17h08, o dólar futuro para fevereiro caía 0,16%, a R$ 6,1180.

Lá fora, o índice DXY subia 0,23%, para 109,904 pontos. O euro caía 0,31%, a US$ 1,0211. E a libra perdia 0,30%, a US$ 1,2172.

(Téo Takar)