Juros futuros queimam prêmios, de carona no alívio do dólar

Os juros futuros passaram por mais uma rodada de devolução de prêmios nesta terça-feira, apoiados pelo alívio no câmbio, diante da possibilidade de o governo Trump adotar um ritmo gradual de aumento de tarifas de importação e com o PPI mais fraco que o esperado.

No ambiente doméstico, também colaborou para o recuo das taxas o dado de produção industrial (-0,6% em novembro frente a outubro), indicando desaceleração da atividade.

O mercado também monitorou as declarações do ministro Fernando Haddad. Ele disse hoje que o governo ainda aguarda a aprovação do Orçamento de 2025 para bater o martelo em relação à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até dois salários mínimos, seguindo orientação do presidente Lula. A Fazenda ainda divulgará dados sobre o impacto da medida, mas haverá indicação de medidas de compensação.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,865%, na mínima do dia (de 14,955% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,140% (15,315%); Jan/29 a 15,060% (15,340%); Jan/31 a 14,950% (15,240%); e Jan/33 a 14,820% (15,100%).

(Téo Takar)

Dólar recua com sinalização de que tarifaço de Trump será gradual e com PPI mais fraco

O dólar à vista fechou em baixa diante do real nesta terça-feira, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana frente aos pares no exterior.

O mercado reagiu à informação da Bloomberg, de que o novo governo de Donald Trump deverá elevar as tarifas de importação de produtos de forma gradual, e não de uma vez só, o que deve minimizar o impacto da medida sobre a inflação.

Outro fator de alívio no câmbio foi o dado do PPI americano (+0,2%), que veio pouco abaixo do esperado (+0,3%), reacendendo as apostas de que o Fed conseguirá fazer pelo menos um corte de juros neste ano.

O real foi beneficiado ainda pela nova alta do minério de ferro na China, movimento que ajuda a fortalecer as divisas de países produtores da commodity.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,85%, a R$ 6,0464, após oscilar entre R$ 6,0410 e R$ 6,0933. Às 17h10, o dólar futuro para fevereiro caía 0,87%, a R$ 6,0660.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,62%, aos 109,274 pontos. O euro subia 0,26%, a US$ 1,0298. E a libra caía 0,38%, a US$ 1,2196.

(Téo Takar)

Petróleo passa por correção com notícia de que cessar-fogo em Gaza está próximo

O petróleo devolveu parte dos ganhos recentes nesta terça-feira, com investidores reagindo às notícias de que um cessar-fogo na faixa de Gaza é iminente. Segundo as agências de notícias, o Hamas já teria concordado com um rascunho de uma proposta de suspensão dos ataques e entrega de reféns, mas ainda faltariam alguns detalhes.

As sanções impostas pelos EUA ao óleo russo continuaram repercutindo no mercado, mas com menos intensidade. Índia e China teriam procurado lideranças da Opep+ para evitar problemas de abastecimento. O cartel tem todo interesse em um acordo para reativar parte de sua capacidade de produção que está ociosa.

O DoE divulgou seu relatório mensal, em que manteve as previsões de preço para o petróleo neste ano, de US$ 74 o barril do Brent e US$ 70 o barril do WTI. Para 2026, a previsão é de queda, para US$ 66 e US$ 62, respectivamente.

O Brent para março caiu 1,34% nesta 3ªF, para US$ 79,92 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês recuou 1,20%, a US$ 76,37 por barril, na Nymex.