Bolsas em NY aceleram ganhos e Ibovespa recupera os 121 mil pontos com CPI melhor que o esperado nos EUA
[15/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
A onda de otimismo que tomou conta dos mercados após a divulgação do dado de inflação americano continua com toda força nesta tarde. O alívio no CPI ressuscitou as apostas de que o Fed poderá fazer mais de um corte de juros neste ano.
Em NY, as bolsas mostram alta firme (Dow Jones +1,51%; S&P500 +1,59%; Nasdaq +2,09%), embaladas também pela abertura da safra de balanços do 4TRI24, com os bancos confirmando a resiliência da economia dos EUA.
Os juros dos Treasuries devolvem boa parte da alta dos últimos dias (T-Note de 2 anos a 4,2806%; T-Note de 10 anos a 4,6653%), enquanto o dólar recua frente aos pares (DXY -0,11%; aos 109,158 pontos).
Por aqui, o bom humor externo e os números mais fracos de atividade no setor de serviços derrubam os juros futuros (DI Jan/27 a 15,035%; Jan/29 a 14,860%).
O dólar opera de lado (-0,05%, a R$ 6,0432), e o Ibovespa recupera os 121 mil pontos (+1,61%, aos 121.220 pontos), com destaque para os bancos (Itaú PN +3,30%; Bradesco PN +2,89%), que pegam carona no maior apetite pelo setor após os balanços americanos.
(Téo Takar)
Bolsas europeias avançam com CPIs mais fracos abrindo espaço para queda dos juros
As bolsas europeias registraram ganhos expressivos nesta quarta-feira, com investidores repercutindo os dados de inflação nos EUA e no Reino Unido. As leituras mais brandas dos CPIs aumentaram as expectativas de maior relaxamento monetário tanto pelo Fed como pelo BoE e BCE.
Declarações de membros do BC europeu corroboraram para a melhora de perspectiva. O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos afirmou hoje que o foco da política monetária mudou da inflação elevada para o crescimento econômico fraco, o que torna a trajetória dos juros clara na direção de mais relaxamento. Seu colega de BCE, François Villeroy de Galhau, disse que prevê a queda das taxas para um nível neutro até o verão.
As ações de energia foram destaque de alta, acompanhando o avanço do petróleo. Os bancos também subiram forte, de carona nos bons resultados dos pares americanos.
O Stoxx 600 fechou em alta de 1,33%, a 515,02 pontos. Em Londres, o FTSE subiu 1,21%. Em Frankfurt, o DAX ganhou 1,50%. E em Paris, o CAC40 teve alta de 0,69%.
Ibovespa registra alta, após sessão volátil; NY fica sem direção única, com cautela na véspera do CPI
[14/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em alta de 0,25%, aos 119.298,67 pontos, após uma sessão volátil, tendo como suporte a valorização da Vale (+0,66%; R$ 51,85), em linha com o minério de ferro. O volume somou R$ 19,1 bilhões.
Os papéis da Petrobras ficaram mistos: ON com +0,42%, a R$ 41,12, e PN com -0,67%, a R$ 36,82.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,85%, a R$ 6,0464. Os juros futuros também cederam (DI Jan26 a 14,865%, na mínima do dia).
Em NY, as bolsas, assim como os retornos dos Treasuries, terminaram a sessão sem direção única, com alguma cautela na véspera da divulgação do CPI. Dow Jones subiu 0,52% (42.518,28). S&P500 ganhou 0,11% (5.842,91). Nasdaq caiu 0,23% (19.044,39).
(Igor Giannasi)