Apetite por risco prevalece no Ibovespa e em NY com dados do CPI nos EUA; bancos sobem tanto aqui quanto lá

[15/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa registrou forte alta de 2,81%, aos 122.650,20 pontos, com o apetite por risco acompanhando a tendência externa, diante dos dados do CPI de dezembro nos EUA. O volume somou R$ 70,2 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre o índice.

Os principais bancos deram suporte ao desempenho do Ibovespa e, beneficiadas pelo alívio nos juros futuros (DI Jan26 a 14,815%), as chamadas ações cíclicas se destacaram na sessão, que teve apenas dois papéis no campo negativo.

Vale subiu 1,45% (R$ 52,60), Petrobras ON ganhou 1,31% (R$ 41,66), na máxima, e Petrobras PN avançou 1,28% (R$ 37,29). O dólar à vista fechou em baixa de 0,35%, a R$ 6,0252.

Em NY, as bolsas foram impulsionadas pelos dados inflacionários, que reforçaram a expectativa por corte de juros pelo Fed, e pelo avanço dos papéis de bancos, após reportarem balanços com resultados sólidos e acima das expectativas.

Dow Jones subiu 1,65% (43.221,55). S&P500 ganhou 1,83% (5.949,91). Nasdaq avançou 2,45% (19.511,23). Já os retornos dos Treasuries cederam.

(Igor Giannasi)

Juros futuros pegam carona no alívio do dólar e dos Treasuries e recuam com dados mais fracos de atividade

Os juros futuros continuaram devolvendo prêmios nesta quarta-feira, apoiados tanto pela queda do dólar como pelo forte recuo dos juros dos Treasuries após o CPI mostrar desaceleração da inflação americana e, junto com o dado mais fraco de atividade industrial em NY (Empire State), reativar as expectativas de um maior afrouxamento monetário pelo Fed.

No ambiente doméstico, as taxas também encontraram motivos para cair em função da queda do volume do setor de serviços (-0,9%) em novembro acima do esperado (-0,5%), corroborando com outros indicadores (varejo e indústria) para confirmar a desaceleração da economia.

No âmbito fiscal, o resultado do Tesouro surpreendeu positivamente, ao mostra déficit do Governo Central de R$ 4,515 bilhões em novembro, frente à expectativa de déficit de R$ 6,5 bilhões dos economistas.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,815% (de 14,865% no fechamento de ontem); Jan/27 a 14,995% (15,140%); Jan/29 a 14,830% (15,060%); Jan/31 a 14,720% (14,950%); e Jan/33 a 14,580% (14,820%).

(Téo Takar)

Dólar segue exterior e cai diante do real após CPI, mas encontra piso nos R$ 6

O dólar à vista caiu pela terceira sessão seguida, acompanhando a desvalorização da moeda americana no exterior, mas não encontrou força suficiente para romper o piso dos R$ 6.

Lá fora, a desaceleração no núcleo do CPI, de 0,3% em novembro para 0,2% em dezembro, reacendeu as apostas de continuidade do ciclo de flexibilização monetária pelo Fed. Também colaborou para essa percepção a queda (-12,6) maior que o esperado (-2,0) do índice de atividade industrial em NY (Empire State).

Porém, o receio sobre a política expansionista e protecionista de Trump limitaram uma queda maior do dólar globalmente.

Por aqui, o dólar também encontrou suporte na incerteza fiscal, embora os números do Governo Central em novembro (déficit de R$ 4,515 bilhões tenham vindo melhores que o esperado (-R$ 6,5 bilhões).

O dólar à vista fechou em baixa de 0,35%, a R$ 6,0252, após oscilar entre R$ 6,0119 e R$ 6,0693. Às 17h22, o dólar futuro para fevereiro recuava 0,72%, a R$ 6,0390.

Lá fora, o índice DXY caía 0,17%, aos 109,092 pontos. O euro caía 0,11%, a US$ 1,0295. E a libra subia 0,21%, a US$ 1,2239.

(Téo Takar)