Petróleo passa por correção com alívio de tensões no Oriente Médio

O petróleo passou por correção nesta quinta-feira, devolvendo parte dos ganhos recentes provocados pelas sanções dos EUA ao óleo russo e pela queda dos estoques americanos ao menor nível desde abril de 2022.

A queda de hoje foi motivada pelo alívio das tensões no Oriente Médio após a notícia de que Israel e Hamas chegaram a um acordo de cessar-fogo em Gaza.

Além disso, os rebeldes Houthis deram sinais de que podem encerrar em breve os ataques a navios no Mar Vermelho, importante rota de passagem de petroleiros.

O Brent para março caiu 0,90%, a US$ 81,29 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês recuou 1,09%, a US$ 77,85 por barril, na Nymex.

Ouro sobe com expectativa de mais cortes de juros nos EUA

O ouro voltou a subir nesta quinta-feira, ainda embalado pelo CPI americano abaixo do esperado, divulgado ontem, e também pelas declarações do diretor do Fed Christopher Waller, de que é possível o Fed fazer três ou quatro cortes de juros neste, a depender dos dados, e que uma redução em março não está descartada.

O contrato para fevereiro subiu 1,22%, para US$ 2.750,90 por onça-troy na Comex.

Investidor adota cautela com Bessent falando sobre plano de tarifas dos EUA; Ibovespa luta pelos 121 mil pontos

[16/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Os mercados azedaram nos últimos minutos, conforme o secretário do Tesouro indicado por Trump, Scott Bessent, dá detalhes sobre o plano de tarifas do novo governo no Senado americano.

Ele afirmou que a gestão Trump avaliará as tarifas de importados de três formas. “Tarifa será para remediar práticas de comércio, como taxas sobre aço da China.” Segundo ele, as tarifas também servirão para elevar receitas e substituir sanções para conter crises, como a do Fentanil.

O Ibovespa (-1,34%, a 121.000 pontos) já perdeu os 121 mil pontos por alguns instantes, o dólar à vista (+0,52%, a R$ 6,0566) bateu na máxima do dia e os juros futuros ampliaram a alta (DI Jan/27 a 15,150% Jan/29 a 15,000%).

Lá fora, as bolsas em NY também perderam força, com Dow Jones (-0,05%) e Nasdaq (-0,33%) no vermelho, enquanto o S&P500 (+0,02%) sustenta leve alta.

Já o dólar cai frente aos pares, mas com menor intensidade (DXY -0,11%, aos 108,975 pontos) e os juros dos Treasuries seguem em queda (T-Note de 2 anos a 4,2342%).

Os papéis reagem à fala de Christopher Waller, de que é possível o Fed fazer três ou quatro cortes de juros neste ano, a depender dos dados, e que uma redução em março não está descartada.

(Téo Takar)