Ibovespa passa por correção; NY recua, em meio a dados econômicos e detalhes de plano tarifário de Trump
[16/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Depois do ganho robusto da sessão anterior, o Ibovespa passou por um movimento de correção, fechando em baixa de 1,15%, aos 121.234,14 pontos. O volume alcançou R$ 30,1 bilhões, valor inflado pela venda da fatia da Cosan na Vale.
A ação da mineradora operou em forte volatilidade e, por fim, ficou com elevação de 0,13%, a R$ 52,67. Por sua vez, o papel da Cosan subiu 0,58% (R$ 8,63), também ficando entre as poucas altas do dia.
Em linha com o petróleo, Petrobras ON registrou -0,07% (R$ 41,63) e Petrobras PN, -0,64% (R$ 37,05).
Tanto o dólar à vista (+0,47%; R$ 6,0533) quanto os juros futuros (DI Jan26 a 14,900%) retomaram a trajetória altista.
Em NY, as bolsas terminaram a sessão no campo negativo, após a forte alta da véspera, com o mercado avaliando dados da economia americana, o detalhamento do plano tarifário de Trump, falas de dirigente do Fed e a nova rodada de balanços.
Dow Jones cai 0,16% (43.153,13). S&P500 recuou 0,21% (5.937,34). Nasdaq perdeu 0,89% (19.338,29). Os retornos dos Treasuries também cederam.
(Igor Giannasi)
Juros futuros corrigem alívio recente em meio à pressão do câmbio, leilão do Tesouro e risco fiscal
Os juros futuros retomaram a trajetória de alta nesta quinta-feira, recompondo parte dos prêmios perdidos nos últimos dias, refletindo o fato de que o risco fiscal permanece no ar, a alta do dólar e também os leilões de LTN e NTN-F realizados hoje pelo Tesouro.
Operadores destacaram os lotes e risco maiores na venda de prefixados. O IBC-Br (+0,1% na margem) acima do esperado (-0,1%), que poderia embutir um risco de alta da inflação, não alterou as apostas de mais duas altas de 1 pp na Selic, já telegrafadas pelo Copom na última reunião.
A forte queda dos Treasuries não chegou a fazer preço por aqui.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,900% (de 14,815% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,130% (14,995%); Jan/29 a 15,010% (14,830%); Jan/31 a 14,960% (14,720%); e Jan/33 a 14,860% (14,580%).
(Téo Takar)
Dólar beira os R$ 6 com ajuda de Waller, mas Bessent eleva preocupação sobre planos de Trump
O dólar à vista encerrou a sessão em alta, depois de romper o piso dos R$ 6 por alguns instantes pela primeira vez em mais de um mês.
A virada do câmbio acompanhou o avanço do dólar frente às divisas emergentes, especialmente após a sabatina de Scott Bessent no Senado, indicado por Donald Trump para comandar o Tesouro americano. Ele deu novas pistas sobre como será o plano de tarifas do novo governo. Segundo ele, as tarifas serão para remediar práticas de comércio, como taxas sobre o aço da China; para aplicação geral, visando o aumento de receitas; e para substituir sanções em crises, como a do fentanil.
As declarações de Bessent acabaram apagando os efeitos da fala do diretor do Fed Christopher Waller, de que é possível o Fed fazer três ou quatro cortes de juros neste ano, a depender dos dados, e que uma redução em março não está descartada.
O dólar à vista fechou em alta de 0,47%, a R$ 6,0533, após oscilar entre R$ 5,9960 e R$ 6,0706. Às 17h22, o dólar futuro para fevereiro subia 0,61%, a R$ 6,0705.
No exterior, o DXY caía 0,09%, aos 108,992 pontos. O euro subia 0,07%, para US$ 1,0300. E a libra recuava 0,10%, para US$ 1,2230.
(Téo Takar)