Ibovespa tem ganho moderado, em dia de liquidez reduzida sem NY; cíclicos se destacam entre as altas
[20/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou com alta moderada de 0,41%, aos 122.855,15 pontos, com volume somando apenas R$ 11,5 bilhões, liquidez reduzida devido à falta de referência de NY, por conta do feriado pelo Dia de Martin Luther King Jr. nos EUA.
Ativos sensíveis ao ciclo econômico se destacaram no ranking positivo diante do alívio dos juros futuros (DI Jan26 a 14,925%), em reação ao discurso de posse do presidente Donald Trump, que não detalhou sua política tarifária. O dólar à vista fechou em baixa de 0,39%, a R$ 6,0421.
Na contramão do petróleo, Petrobras ON teve elevação de 0,72% (R$ 41,90) e Petrobras PN subiu 0,24% (R$ 37,29). Já Vale recuou 0,37%, a R$ 54,29.
(Igor Giannasi)
Juros futuros recuam de carona no dólar; Focus e reforma ministerial ficam em segundo plano
Os juros futuros queimaram prêmios nesta segunda-feira, embalados pela queda global do dólar, em uma sessão de pouca liquidez e sem a referência dos Treasuries, devido ao feriado de Martin Luther King nos EUA.
O fato de Trump não ter anunciado de cara as prometidas tarifas sobre produtos importados trouxe alívio ao câmbio, o que se traduziu também nas taxas futuras.
Por aqui, a ausência de novidades no noticiário político também colaborou para um alívio nos DIs. Após a reunião ministerial realizada hoje no Planalto, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que o presidente Lula ainda não tomou nenhuma decisão sobre a reforma ministerial, mas afirmou que ele pode mudar ‘qualquer ministro a qualquer momento’. Ele também rebateu as alegações de que o ministro Fernando Haddad teria sido enfraquecido pela crise do PIX.
Pela manhã, os DIs chegaram a esboçar alta diante da nova piora nas projeções do boletim Focus. A mediana para a inflação suavizada dos próximos 12 meses passou de 5,01% para 5,13%. Essa medida ganhou importância nas análises do mercado após a definição da meta de inflação contínua a partir deste ano. A mediana para o IPCA de 2025 subiu pela 14ª semana consecutiva, de 5,0% para 5,08%. Para 2026, subiu pela quarta semana seguida, de 4,05% para 4,10%.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,925% (de 14,965% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,130% (15,250%); Jan/29 a 15,015% (15,190%); Jan/31 a 15,030% (15,160%); e Jan/33 a 14,970% (15,080%).
(Téo Takar)
Trump deixa tarifas para depois e dólar derrete no mundo; por aqui, moeda tem queda modesta mesmo após BC atuar
O dólar recuou frente ao real nesta segunda-feira, acompanhando a tendência da moeda americana no exterior, embora a baixa por aqui tenha sido bem mais modesta do que a vista diante dos pares e das divisas emergentes.
Para alívio dos investidores, Trump não fez nenhum anúncio de tarifas sobre produtos de outros países até o momento, embora tenha citado o tema em seu discurso de posse. Ele repetiu que pretende impor tarifas a países estrangeiros com o objetivo de “enriquecer os americanos”.
Mesmo antes da posse, o dólar já operava em baixa, sob influência da informação do Wall Street Journal, de que Trump irá divulgar, por enquanto, um memorando orientando as agências federais a analisarem as políticas e relações comerciais dos EUA com a China e países vizinhos na América.
Por aqui, o real também encontrou apoio na intervenção do BC, que injetou US$ 2 bilhões no mercado por meio de leilão de linha anunciado previamente.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,39%, a R$ 6,0421, após oscilar entre R$ 6,0297 e R$ 6,0869. Às 17h23, o dólar futuro para fevereiro caía 0,56%, a R$ 6,0530.
Lá fora, o índice DXY caía 1,17%, para 108,071 pontos. O euro avançava 1,41%, para US$ 1,0414. A libra subia 1,34%, a US$ 1,2329. E o dólar caía 0,46%, para 155,57 ienes.
Entre as divisas emergentes, o dólar caía 1,35%, para 20,49 pesos mexicanos e recuava 0,84%, para 4.301,30 pesos colombianos. A moeda americana também caía 1,24%, para 1,430 dólares canadenses.
(Téo Takar)