Juros futuros fecham perto da estabilidade, de olho em Trump

Os juros futuros terminaram a sessão perto da estabilidade, com as taxas longas apontando para baixo, diante do recuo do dólar e dos juros dos Treasuries. A agenda esvaziada de indicadores domésticos deixou as taxas oscilando ao sabor das notícias externas.

O mercado monitorou os primeiros passos do novo governo americano, que ainda não anunciou nenhuma medida de tarifação de importações, embora Donald Trump tenha dito que deve começar seu plano com produtos vindos do México e Canadá, provavelmente com imposto de 25%.

No noticiário doméstico, os investidores receberam informação de bastidor da reunião ministerial de ontem, de que o presidente Lula acredita que não conseguirá concorrer à reeleição em 2026. O mercado também soube que o ministro Fernando Haddad incluiu 25 prioridades da agenda econômica para 2025 e 2026 em sua apresentação na reunião. A lista inclui a reforma tributária da renda com a isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,925% (estável em relação ao fechamento anterior); Jan/27 a 15,155% (15,130%); Jan/29 a 15,020% (15,015%); Jan/31 a 15,000% (15,030%); e Jan/33 a 14,940% (14,970%).

(Téo Takar)

Dólar fecha em leve baixa após Trump deixar ameaças de tarifas em banho-maria

O dólar terminou em leve baixa diante do real nesta terça-feira, após Donald Trump não concretizar, ao menos por enquanto, as ameaças de taxar produtos importados. Operadores também relataram entrada de fluxo comercial e desmonte de posições compradas no câmbio.

O real conseguiu passar ileso no dia se comparado à volatilidade registrada pelo peso mexicano (+0,67%, a 20,64 pesos/US$) e ao dólar canadense (+0,16%, a US$ 1,433), que sentiram o golpe da declaração de Trump, de que pretende taxar os produtos dos dois países a partir de fevereiro, possivelmente com alíquota de 25%.

Trump fez comentários sobre o Brasil, afirmando que o país precisa mais dos EUA do que o contrário. Também disse que os membros do Brics estavam tentando “dar a volta” nos EUA e que, se isso ocorrer, “não vão ficar felizes”.

Apesar das frases contundentes, elas não fizeram preço no câmbio doméstico. O dólar à vista fechou em baixa de 0,19%, a R$ 6,0307, após oscilar entre R$ 6,0177 e R$ 6,0680. Às 17h08, o dólar futuro para fevereiro subia 0,04%, a R$ 6,0380.

Lá fora, o índice DXY recuava 1,20%, aos 108,037 pontos. O euro tinha leve alta de 0,06%, a US$ 1,0421. E a libra subia 0,05%, para US$ 1,2332.

(Téo Takar)

Petróleo cai após Trump decretar emergência na área de energia para acelerar exploração

O petróleo recuou nesta terça-feira, refletindo o anúncio de emergência nacional na área de energia nos EUA pelo presidente Donald Trump. A medida deve facilitar e agilizar os investimentos em exploração de petróleo no país, ampliando ainda mais a oferta no mercado em um momento de incertezas sobre a demanda.

O aumento da produção foi uma promessa de campanha de Trump, que inclusive usou a frase ‘drill baby, drill’ para reforçar seu plano. Outra preocupação do mercado é com o plano de tarifas de produtos importados. Caso decida mesmo taxar os produtos vindos da China e de outros países, Trump pode esfriar o crescimento dessas nações e, por consequência, reduzir a demanda por petróleo.

O Brent para março caiu 1,17%, a US$ 79,29 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês recuou 2,01%, a US$ 75,83 por barril, na Nymex.