Dólar fecha abaixo dos R$ 6 e atinge menor preço em quase 2 meses com moderação no discurso de Trump

O dólar derreteu diante do real e de outras moedas emergentes nesta quarta-feira, com investidores avaliando que Donald Trump está “pegando mais leve” em seu discurso protecionista, agora que se tornou presidente dos EUA, do que quando ainda era candidato.

Depois de ameaçar a China com tarifas de até 60%, Trump disse ontem que deverá aplicar uma taxa de 10% sobre os produtos chineses a partir de 1º de fevereiro. A mudança de tom repercutiu bem entre os mercados emergentes, que poderiam ser os mais prejudicados em uma eventual guerra comercial.

O real ainda tirou proveito da expectativa de novos aumentos de juros pelo Copom, o que tem atraído o capital estrangeiro de volta ao país nos últimos dias. Segundo dados do BC, o fluxo cambial total ficou positivo em US$ 806 milhões na semana passada, com entrada de US$ 1,236 bilhão pela via financeira.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,40%, a R$ 5,9465, após oscilar entre R$ 5,9165 e R$ 6,0200. Segundo o Valor, é a menor cotação da moeda desde 27 de novembro de 2024 (R$ 5,9124). Às 17h13, o dólar futuro para fevereiro recuava 1,42%, a R$ 5,9510.

Lá fora, o índice DXY tinha leve alta de 0,08%, aos 108,150 pontos. O euro caía 0,06%, para US$ 1,0422. A libra perdia 0,20%, a US$ 1,2327.

Entre as moedas emergentes, dólar caía 0,74%, para 20,46 pesos mexicanos; perdia 1,45%, para 4.254,0 pesos colombianos; e registava baixa de 1,20%, a 991,81 pesos chilenos.

(Téo Takar)

Petróleo volta a cair com risco de excesso de oferta, mas ameaça de Trump à Rússia limita queda

O petróleo encerrou a sessão com baixa moderada, com o mercado avaliando os possíveis impactos sobre a demanda da commodity após o anúncio feito ontem pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de que pretende aplicar uma tarifa de 10% sobre os produtos importados da China.

Os preços já vinham em viés de baixa desde o início da semana, após Trump declarar emergência nacional na área de energia para estimular a exploração de petróleo nos EUA, o que pode levar a um excesso de oferta no mercado mundial.

A queda nos preços foi limitada por outra declaração de Trump, sobre a guerra na Ucrânia. Ele afirmou que, caso não haja um acordo para encerrar esse conflito “ridículo”, não terá “outra escolha a não ser impor altos níveis de impostos, tarifas e sanções” contra a Rússia.

O Brent para março caiu 0,36%, a US$ 79,00 por barril, na ICE. E o WTI para o mesmo mês recuou 0,51%, a US$ 75,44 por barril, na Nymex.

Ouro avança em meio a incertezas sobre próximos passos de Trump

O ouro voltou a subir nesta quarta-feira, ainda embalado pelas dúvidas dos investidores sobre os próximos passos da política protecionista de Donald Trump e seus impactos sobre a inflação global.

O contrato para fevereiro subiu 0,42%, a US$ 2.770,90 por onça-troy na Comex.