Bolsas europeias avançam de olho em corte de juros do BCE

As bolsas europeias fecharam em alta hoje, com os índices de Frankfurt e Londres renovando recordes históricos. Investidores seguem na expectativa pelos cortes de juros do BCE na primeira reunião do ano, semana que vem.

O dirigente do BCE José Luís Escrivá afirmou hoje que as taxas de juros precisam cair para um nível neutro, mas ponderou que é necessário ter cautela frente ao ambiente global de incertezas elevadas.

Além disso, o mercado monitorou as declarações de Donald Trump, que estava discursando em Davos no momento do fechamento dos mercados. Trump falou que a relação da Europa com os EUA é injusta, voltou a citar a possibilidade de aplicar tarifas sobre os produtos importados, mas não deu números de uma possível alíquota de imposto.

O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,44%, a 530,34 pontos. O FTSE100, de Londres, subiu 0,23%. O DAX, de Frankfurt, ganhou 0,74%. E o CAC40, de Paris, teve alta de 0,70%.

Ibovespa cede após sequência de altas, diante da forte queda da Vale; bom humor se mantém em NY

[22/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Descolado do exterior, o Ibovespa quebrou a sequência de altas dos últimos dias e fechou em baixa de 0,30%, aos 122.971,77 pontos, depois de uma sessão volátil. O volume somou R$ 19,2 bilhões.

O índice foi afetado pela forte queda da Vale, que cedeu 2,52%, a R$ 52,66, ficando entre as maiores perdas do dia. Em linha com o petróleo, Petrobras ON registrou -1,01% (R$ 41,13), na mínima, e Petrobras PN, -0,56% (R$ 37,09).

O dólar à vista fechou em baixa de 1,40%, a R$ 5,9465. Os juros futuros ensaiaram queda com o alívio no câmbio, mas encerram perto da estabilidade (DI Jan26 a 14,920%).

Em NY, o bom humor se manteve e as bolsas fecharam em alta, com os investidores considerando resultados de balanços e avaliando o tom mais ponderado das medidas da gestão de Donald Trump.

Dow Jones subiu 0,30% (44.156,73). S&P500 ganhou 0,61% (6.086,37). Nasdaq subiu 1,28% (20.009,34). Os retornos dos Treasuries também avançaram.

(Igor Giannasi)

Juros futuros ensaiam queda com alívio no câmbio, mas encerram perto da estabilidade

Os juros futuros passaram boa parte do dia em baixa, refletindo principalmente o alívio no câmbio após a mudança de tom de Donald Trump em relação à sua política protecionista, com anúncio de uma taxação das importações chinesas de 10%, menos que os 60% esperados pelo mercado.

No fechamento, porém, as taxas curtas e médias mostravam estabilidade, refletindo as apostas de novas altas da Selic nas próximas reuniões do Copom.

Investidores acompanharam as declarações do ministro da Casa Civil, Rui Costa, de que o governo “vai fazer intervenções que barateiem os alimentos”. Costa disse que “vamos ter reuniões com ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Fazenda [sobre preços de alimentos]”.

Mais tarde, a Casa Civil divulgou nota negando que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,920% (de 14,925% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,165% (15,155%); Jan/29 a 14,995% (15,020%); Jan/31 a 14,960% (15,000%); Jan/33 a 14,880% (14,940%).

(Téo Takar)