Ibovespa cede com rumor sobre subsídio para baratear alimentos; NY fica nas máximas com falas de Trump
[23/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em baixa de 0,40%, aos 122.483,32 pontos, após rumores de que governo estaria estudando adotar subsídios para baratear o preço de alimentos. A notícia, veiculada pela Bloomberg, foi depois negada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O volume somou R$ 18,9 bilhões.
As ações da Petrobras ficaram no vermelho, afetadas pela queda do petróleo, acelerada após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, em Davos, de que é preciso derrubar os preços da commodity. Petrobras ON registrou -0,92% (R$ 40,75) e Petrobras PN, -0,70% (R$ 36,83).
Na contramão do minério de ferro, Vale cedeu 0,65%, a R$ 52,32. O dólar à vista, que chegou a operar abaixo dos R$ 5,90 no início da tarde, enquanto Trump discursava, fechou em baixa de 0,35%, a R$ 5,9255. Por outro lado, os juros futuros avançaram (DI Jan26 a 15,070%).
Em NY, as bolsas fecharam nas máximas do dia, impulsionadas pelas falas do presidente americano, que disse esperar que o Fed o escute e baixe os juros.
Dow Jones subiu 0,92% (44.565,07). S&P500 ganhou 0,53% (6.118,71), renovando recorde de fechamento. Nasdaq avançou 0,22% (20.053,68). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
(Igor Giannasi)
Juros futuros avançam em meio a rumores de subsídio para baratear alimentos; Haddad nega
Os juros futuros interromperam a sequência de baixas dos últimos dias e voltaram a subir a partir do meio da tarde, em meio aos rumores de que o governo estaria estudando subsidiar alimentos para baixar os preços e conter a inflação.
A informação foi levantada pela Bloomberg e, se a medida fosse confirmada, poderia colocar em dúvida a capacidade do governo de cumprir a meta fiscal deste ano. Porém, perto do fechamento do mercado, o ministro Fernando Haddad desmentiu os rumores. “Subsídio para baixar preços de alimentos é boataria”, disse Haddad a jornalistas na porta do ministério.
Segundo ele, o que o governo avalia são mudanças regulatórias no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que precisam ser submetidas ao Banco Central. “Regulando melhor a portabilidade do PAT, entendemos que há espaço para queda dos preços dos alimentos. Se você barateia intermediação de vale-refeição/alimentação, pode ter preço mais favorável em alimentos.”
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,070% (de 14,920% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,355% (15,165%); Jan/29 a 15,205% (14,995%); Jan/31 a 15,170% (14,960%); e Jan/33 a 15,110% (14,880%).
(Téo Takar)
Trump manda recado para Fed e enfraquece dólar, mas notícia sobre subsídio a alimentos traz risco fiscal de volta
O dólar voltou a cair diante do real nesta quinta-feira, chegando a operar abaixo dos R$ 5,90 no início da tarde, enquanto Donald Trump discursava em Davos. Porém, a moeda americana reagiu e terminou acima desse patamar, com investidores preocupados com o risco fiscal.
Sem citar o Fed, o presidente americano pressionou a instituição para que os juros caiam. Ele afirmou que irá pedir à Arábia Saudita e aos demais membros da Opep para baixarem os preços do petróleo. “Com a queda dos preços do petróleo, exigirei que as taxas de juros caiam imediatamente”, disse Trump. “E da mesma forma, eles deveriam estar caindo em todo o mundo.”
A recuperação do dólar foi provocada por uma reportagem da Bloomberg informando que o governo avalia fornecer alimentos subsidiados por meio de uma rede popular de abastecimento, numa tentativa de combater a inflação e aumentar a popularidade do governo. A questão do subsídio preocupa o mercado e coloca em dúvida a capacidade do governo cumprir a meta fiscal deste ano.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,35%, a R$ 5,9255, após oscilar entre R$ 5,8745 e R$ 5,9703. Às 17h17, o dólar futuro para fevereiro recuava 0,25%, para R$ 5,9370.
Lá fora, o índice DXY caía 0,13%, para 108,022 pontos. O euro subia 0,15%, para US$ 1,0426. E a libra ganhava 0,40%, a US$ 1,2361.
(Téo Takar)