Ouro sobe apoiado pela queda do dólar e dos juros dos Treasuries e acumula ganho de 1,1% na semana
O ouro retomou a tendência de alta nesta sexta-feira, ajudado pelo forte recuo do dólar e dos juros dos Treasuries após Trump sinalizar que não pretende entrar em guerra comercial com a China.
O contrato do metal precioso para fevereiro subiu 0,50%, a US$ 2.778,90 por onça-troy na Comex. Na semana, o ouro subiu 1,09%.
Dólar segue derretendo com Trump ‘paz e amor’; Wall Street embolsa ganhos e Ibovespa segue sem rumo
[24/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O dólar continua caindo globalmente (DXY -0,67%) e por aqui opera pouco abaixo dos R$ 5,90 (-0,54%, a R$ 5,8941), ainda repercutindo as últimas declarações de Donald Trump sobre a China. O presidente americano disse, em entrevista à Fox News, que prefere não ter que impor tarifas ao país asiático.
Ele também voltou a comentar sobre sua conversa com o presidente da China, Xi Jinping, na semana passada. Segundo Trump, a conversa foi “amigável” e que ele acredita que pode chegar a um acordo comercial com os chineses.
O alívio do dólar e dos juros dos Treasuries (T-Note de 2 anos a 4,2602%; T-Note de 10 anos a 4,6229%) ajudam no recuo dos juros futuros (DI Jan/29 a 15,130%; Jan/31 a 15,100%), embora a ponta curta siga em leve alta (Jan/26 a 15,090%) refletindo o IPCA-15 (+0,11%) acima do esperado (-0,01%).
As taxas também se acomodam após o pico de ontem, com o governo esclarecendo que não pretende subsidiar alimentos para forçar a queda nos preços. Após reunião com o presidente Lula, os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Carlos Fávaro (Agricultura) disseram que uma das propostas na mesa é reduzir o imposto de importação de produtos que estejam mais baratos no exterior.
As bolsas em NY engatam uma realização nesta tarde (Dow -0,47%; S&P500 -0,25%; Nasdaq -0,45%), enquanto o Ibovespa segue sem rumo (+0,03%, aos 122.519 pontos) e com volume muito baixo (projetando R$ 13 bilhões no fechamento).
(Téo Takar)
Bolsas europeias fecham mistas, com investidores atentos aos balanços, BCE e Trump
As bolsas europeias fecharam mistas nesta sexta-feira, com investidores repercutindo balanços trimestrais, que foram especialmente favoráveis ao setor de luxo (Burberry +11,05%).
Além disso, declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizando maior aproximação com a China impulsionaram parte das ações, ao dissipar os temores de escalada de uma guerra comercial.
O mercado também está na expectativa pela decisão de política monetária do BCE, que deve cortar novamente os juros. Na agenda do dia, os PMIs preliminares de janeiro da Alemanha e do Reino Unido surpreenderam positivamente, enquanto o dado da zona do euro veio misto, com ganhos na indústria e recuo maior do que o previsto em serviços.
O índice Stoxx 600 fechou em queda de 0,05%, aos 530,08 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,08%. Em Londres, o FTSE 100 cedeu 0,73%. E em Paris, o CAC 40 subiu 0,44%.