Ibovespa fica estável em sessão favorável para metálicas; NY realiza lucros recentes e sobe na semana
[24/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Em mais uma sessão de pouca liquidez, o Ibovespa fechou estável, com leve baixa de 0,03%, aos 122.446,94 pontos, e volume de apenas R$ 14,5 bilhões. Na semana, o índice subiu somente 0,08%.
A perda do Ibovespa nesta 6ªF foi limitada pelo desempenho das ações de metálicas, em linha com a valorização do minério de ferro. Figurando no ranking positivo, Vale ganhou 1,36% (R$ 53,03). Por outro lado, Petrobras ON registrou -0,29% (R$ 40,63) e Petrobras PN, -0,52% (R$ 36,64).
O dólar à vista fechou em baixa de 0,12%, a R$ 5,9186. Os juros futuros ficaram mistos, com curtos em alta (DI Jan26 a 15,140%) e médios e longos em baixa.
Depois de uma abertura sem direção única, as bolsas em NY firmaram um ritmo de queda, em realização após os ganhos recentes. Dow Jones caiu 0,32% (44.424,25). S&P500 recuou 0,29% (6.101,24). Nasdaq perdeu 0,50% (19.954,30). Na semana, os índices acumularam ganhos de, respectivamente, 2,15%, 1,74% e 1,65%. Já os retornos dos Treasuries cederam.
(Igor Giannasi)
Dólar cai no mundo, mas resiste diante do real com ruído sobre medidas para baixar preço dos alimentos
O dólar voltou a cair com força frente aos pares e às divisas emergentes nesta sexta-feira, ainda reagindo às declarações de Donald Trump. Porém, a moeda americana mostrou recuperação diante do real no fim da sessão, refletindo a piora de percepção de risco fiscal.
Lá fora, os investidores continuaram respirando aliviados com o discurso de Trump, que disse em entrevista à Fox News que prefere não impor tarifas à China e que acredita que pode chegar a um acordo comercial com os chineses.
Aqui, o mercado não gostou muito do resultado da reunião do governo sobre os preços dos alimentos. Embora a possibilidade de subsídio ou outras medidas “heterodoxas” tenham sido descartadas, o governo cogita baixar o imposto de importação de alguns produtos que estejam mais baratos no exterior. Porém, o governo não informou quais produtos serão alvo da medida e qual o possível impacto fiscal da medida.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,12%, a R$ 5,9186, após oscilar entre R$ 5,8679 e R$ 6,9251. Na semana, a moeda recuou 2,42%. Às 17h17, o dólar futuro para fevereiro caía 0,18%, a R$ 5,9230.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,53%, para 107,478 pontos. O euro subia 0,78%, a US$ 1,0495. E a libra ganhava 1,08%, a US$ 1,2484.
(Téo Takar)
Petróleo termina sessão estável, mas derrete na semana com pressão de Trump para Opep baixar preços
O petróleo fechou perto da estabilidade nesta sexta-feira, com a forte queda do dólar, que poderia dar fôlego de alta à commodity, sendo anulada pela pressão de Donald Trump para que a Opep reduza preços.
As declarações do presidente americano ao longo da semana, estimulando também o aumento da produção nos EUA, derrubaram os preços ao longo da semana, encerrando uma sequência de quatro semanas de alta do barril.
O Brent para abril caiu apenas 0,01%, a US$ 77,55 por barril, na ICE. E o WTI para março subiu 0,05%, a US$ 74,66 por barril, na Nymex. Na semana, os contratos recuaram 2,50% e 3,54%, respectivamente.