Efeito DeepSeek derruba techs em NY; Ibovespa recupera os 124 mil pontos com alta generalizada

[27/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

As ações de techs e de infraestrutura ligadas à inteligência artificial (Nvidia -15,2%; Vistra -29,1%) continuam derretendo na tarde desta segunda-feira em Wall Street, ainda sob o “efeito DeepSeek”, a startup chinesa que desenvolveu um poderoso modelo de inteligência artificial (IA) com custo menor do que os concorrentes americanos e utilizando chips menos avançados. Na outra ponta está AT&T (+6,3%), que apresentou balanço melhor que o esperado.

Há pouco, o Dow Jones (+0,15%) tinha ganho modesto, enquanto o S&P500 (-1,94%) e Nasdaq (-3,47%) afundavam. Por aqui, o Ibovespa mostra alta firme (+1,50%, aos 124.279 pontos) e com fluxo melhor do que nos últimos dias (projetando R$ 21,3 bilhões no fechamento), com os principais papéis do índice em alta (Vale ON +1,40%; Petrobras ON +0,66%; Petrobras PN +1,31%; Itaú PN +1,79%).

Apenas 4 ações do índice estão no vermelho, entre elas WEG ON (-7,98%) e Embraer ON (-1,72%).

Os juros futuros mostram alívio (Jan/29 a 15,075%; Jan/31 a 15,020%), exceto os vencimentos curtos (Jan/26 a 15,145%; Jan/27 a 15,340%), que oscilam entre estabilidade e leve alta, após nova piora nas expectativas de inflação no boletim Focus de hoje.

O dólar à vista (-0,14%, a R$ 5,9102) destoa do comportamento de outras divisas emergentes, que registram forte desvalorização hoje, especialmente os pesos mexicano (+2,14%, a 20,71 pesos/US$) e colombiano (+0,74%, a 4.197,5 pesos/US$), diante das últimas ameaças de Donald Trump de aplicar tarifas a partir de sábado (1º/2).

(Téo Takar)

Bolsas europeias recuam pressionadas por techs após efeito DeepSeek

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, pressionadas pela forte queda das ações de tecnologia, que reagiram à informação de que a startup chinesa DeepSeek desenvolveu um poderoso modelo de inteligência artificial (IA) com custo menor do que os concorrentes americanos e utilizando chips menos avançados.

A piora ocorreu apesar do otimismo dos investidores com a decisão do BCE nesta semana, que deve anunciar novo corte de 25 pb nos juros.

O índice Stoxx 600 fechou em baixa de 0,07%, a 529,69 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,53%. Em Paris, o CAC 40 teve perda de 0,27%. E em Londres, o FTSE100 fechou em leve alta de 0,02%.

‘Cavalo de pau’ no discurso de Trump marca retorno do republicano à Casa Branca

Donald Trump foi o assunto da semana, e não poderia ser diferente, diante da sua posse como presidente dos EUA, na segunda-feira. O que ninguém imaginava é que o republicano daria um ‘cavalo de pau’ no seu discurso em defesa de uma guerra comercial global.

Depois de prometer tarifas de 60% sobre os produtos ‘made in China’ durante a campanha eleitoral, Trump aliviou bastante o tom após retornar à Casa Branca. Anunciou uma alíquota de 10%, sinalizou que está disposto a chegar a um acordo comercial com Pequim e ainda revelou que teve uma conversa ‘amigável’ com Xi Jinping na semana passada.

Trump também mandou recados diretos para a Opep, pedindo para o cartel baixar os preços do petróleo, medida que é fundamental para encerrar a guerra na Ucrânia, na sua visão. O Fed foi outro alvo do presidente, que exigiu que os juros caiam ‘imediatamente’.

Por aqui, infelizmente, o noticiário ficou concentrado em mais uma trapalhada de comunicação do governo. Depois da novela do PIX, o tema da semana foi o preço alto dos alimentos. Subsídio à produção, intervenção nos preços e prorrogação da validade dos produtos foram alguns dos termos que circularam nas mesas de operações nos últimos dias e causaram arrepios entre os investidores.

Mais uma vez, o governo teve que vir a público apagar o incêndio e, depois de uma reunião de Lula com seus ministros, foi decidido que o imposto de importação de alimentos que estejam mais baratos no exterior será reduzido. Outras medidas relacionadas ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) ainda estão em estudo.

Bom fim de semana! (Téo Takar)