Real resiste à pressão do dólar sobre emergentes com fluxo positivo para bolsa e renda fixa
O real seguiu na contramão de outras divisas emergentes nesta segunda-feira e se valorizou diante do dólar.
Operadores notaram fluxo positivo no mercado, com investidores fugindo das techs americanas e comprando “pechinchas” na bolsa brasileira, além de aproveitar o “carry trade” favorável, uma vez que o Copom já contratou taxa Selic a 14,25% até março, enquanto o Fed deve, no mínimo, manter os juros nos EUA até lá.
Lá fora, o dólar avançava principalmente em cima dos pesos mexicano (+2,05%, a 20,69 pesos/US$) e colombiano (+0,82%, a 4200,5 pesos/US$) após Donald Trump ameaçar México e Colômbia com tarifas por terem rejeitado voos com cidadãos deportados dos EUA.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,09%, a R$ 5,9133, após oscilar entre R$ 5,8997 e R$ 5,9564. Às 17h17, o dólar futuro para fevereiro caía 0,26%, a R$ 5,9020.
O índice DXY tinha baixa de 0,07%, para 107,364 pontos. O euro recuava 0,04%, a US$ 1,0491. E a libra subia 0,05%, para US$ 1,2488.
(Téo Takar)
Petróleo fecha em baixa com atividade industrial na China mais fraca e mau humor com techs em NY
O petróleo fechou em baixa nesta segunda-feira, com investidores repercutindo dados preliminares mais fracos de atividade (PMI) industrial na China, que reforçam a incerteza sobre a demanda da 2ª maior economia do mundo.
O mercado de energia também refletiu o mau humor em Wall Street com o segmento de inteligência artificial após a notícia de que a startup chinesa DeepSeek desenvolveu um modelo com custo menor e também capacidade computacional reduzida se comparada aos similares americanos, o que implicaria em um menor consumo de energia.
O segmento também segue sob pressão das declarações de Donald Trump, que exige que a Opep reduza os preços para ajudar a controlar a inflação e terminar com a guerra na Ucrânia. Porém, fontes ouvidas pela Bloomberg afirmaram que o cartel não cederá à pressão e manterá sua atual política de oferta na reunião de revisão marcada para a próxima semana.
O Brent para abril caiu 1,77%, a US$ 76,18 por barril, na ICE. E o WTI para março recuou 2,00%, a US$ 73,17 por barril, na Nymex.
Ouro começa a semana em baixa, de olho em dados da China e decisão do Fed
O ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, após dados mais fracos da indústria chinesa gerarem incertezas sobre a demanda do metal precioso.
Além disso, investidores estão de olho na decisão do Fed nesta semana, que deve manter os juros inalterados nos EUA, o que fortalece o dólar e tira atratividade do ouro.
O contrato para fevereiro caiu 1,46%, para US$ 2.738,40 por onça-troy na Comex.