Bolsas europeias recuperam parte das perdas com efeito DeepSeek, à espera do Fed e BCE
As bolsas europeias fecharam com ganhos moderados nesta terça-feira, recuperando partes das perdas de ontem, quando o mercado registrou forte aversão ao risco e venda generalizada de ações de tecnologia por causa da surpresa com os resultados inteligência artificial (IA) desenvolvida pela chinesa DeepSeek.
Investidores tendem a evitar grandes movimentos nesta semana, à espera das decisões do Fed, amanhã de tarde, e do BCE, na manhã de quinta-feira.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,36%, a 531,60 pontos. Em Londres, o FTSE100 subiu 0,35%. Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,70%. E em Paris, o CAC40 terminou em leve baixa de 0,12%.
Apetite por risco predomina no Ibovespa, que retoma os 124 mil pontos; em NY, techs são destaque negativo
[27/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O apetite por risco predominou no Ibovespa, que retomou o patamar dos 124 mil pontos, em meio ao alívio nos juros futuros. O índice fechou em alta de 1,97%, aos 124.861,50 pontos, com volume de R$ 22,9 bilhões.
Petrobras ON, com +1,11%, a R$ 41,08, e Petrobras PN, com +1,47%, a R$ 37,18, na contramão do petróleo, e Vale, com +1,75%, a R$ 53,96, em linha com o minério de ferro, contribuíram para o resultado do pregão.
Apenas três ações ficaram no vermelho: Weg (-7,88%; R$ 53,31), Embraer (-2,97%, R$ 59,16) e RD Saúde (-0,38%; 20,70).
O dólar à vista fechou em baixa de 0,09%, a R$ 5,9133. Os juros futuros longos acompanharam a queda dos Treasuries, enquanto os curtos ficaram estáveis (DI Jan26 a 15,135%) após o boletim Focus mostrar piora significativa nas expectativas de inflação.
Já em NY, as bolsas ficaram sem direção única, com as ações de empresas ligadas a tecnologia sendo especialmente afetadas diante de notícias de que a empresa chinesa DeepSeek desenvolveu um modelo de inteligência artificial mais barato e tão eficiente quanto o de suas concorrentes ocidentais.
Dow Jones subiu 0,65% (44.713,58). S&P500 recuou 1,46% (6.012,28). Nasdaq perdeu 3,07% (19.341,83).
(Igor Giannasi)
Juros futuros longos acompanham queda dos Treasuries, enquanto curtos ficam estáveis após Focus
Os juros futuros encerraram a sessão desta segunda-feira mistos, com as taxas médias e longas em baixa, enquanto as curtas ficaram perto da estabilidade.
Os DIs médios e longos acompanharam o recuo dos juros dos Treasuries, em um dia de forte aversão ao risco em NY, com investidores liquidando posições no setor de tecnologia após a startup chinesa DeepSeek colocar em xeque os investimentos bilionários das empresas americanas em IA.
Já os juros curtos refletiram a piora significativa nas expectativas de inflação no boletim Focus de hoje. A mediana da projeção suavizada do IPCA de 12 meses à frente disparou de 5,13% para 5,64%. Um mês atrás, estava em 4,94%. A projeção para o IPCA de 2025 passou de 5,08% para 5,50%, e para 2026, subiu de 4,10% para 4,22%.
Além disso, o mercado está à espera da reunião do Copom desta quarta-feira, que deve confirmar o ‘forward guidance’ da última reunião, elevando a Selic em 1 pp, para 13,25% ao ano.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,135% (de 15,140% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,335% (15,375%); Jan/29 a 15,075% (15,150%); Jan/31 a 15,010% (15,100%); e Jan/33 a 14,950% (15,020%).
(Téo Takar)