Petróleo muda direção no fim da sessão e fecha em alta com pressão dos EUA e Europa contra a Rússia

O petróleo inverteu sinal e passou a subir perto do fechamento, com investidores reagindo à informação de que os EUA a União Europeia pretendem manter a pressão sobre a Rússia para acabar com a guerra na Ucrânia.

De acordo com a AFP, a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, conversou hoje com o novo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tratar do tema. Mais cedo, a commodity operava em queda, diante da notícia de que protestos na Líbia que estavam impedindo o carregamento de petroleiros foram dissipados e suspensos por duas semanas.

O Brent para abril ganhou 0,40%, a US$ 76,49 por barril, na ICE. E o WTI para março subiu 0,82%, a US$ 73,77 por barril, na Nymex.

Ouro fecha em alta com novas ameaças de tarifas de Trump

O ouro recuperou parte das perdas de ontem na sessão desta terça-feira, com investidores preocupados com as novas sinalizações de tarifas dadas por Donald Trump.

O mercado está especialmente atento à decisão do Fed desta quarta-feira, quando o BC americano deverá fazer uma pausa no ciclo de afrouxamento monetário, mas poderá responder aos apelos de Trump para cortar juros.

Bolsas em NY se recuperam do susto, enquanto Ibovespa devolve ganhos; dólar segue caindo perante o real

[28/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

As bolsas em NY (Dow Jones +0,30%; S&P500 +0,74%; Nasdaq +1,63%) têm uma sessão de recuperação nesta terça-feira, após o susto provocado ontem pela chinesa DeepSeek.

Depois do tombo de 17% ontem, Nvidia sobe 6,5% hoje. Os juros dos Treasuries (T-Note de 2 anos a 4,2186%) e o dólar (DXY +0,54%) apontam para cima, com o mercado assimilando as ameaças protecionistas de Trump.

Por aqui, o movimento é completamente inverso, com o Ibovespa (-0,49%, aos 124.253 pontos) devolvendo parte da alta de ontem.

O dólar continua recuando frente ao real (-0,73%, a R$ 5,8702), embalado pela expectativa de nova alta da Selic amanhã e pelo resultado da arrecadação federal ligeiramente melhor que o previsto.

Esse dado, junto com o alívio do câmbio, colabora para os juros futuros continuarem devolvendo prêmios (DI Jan/27 a 15,270%; Jan/29 a 15,030%). Apenas a ponta curta segue “travada” (Jan/26 a 15,125%) por causa da expectativa de que a Selic encerre 2025 na casa dos 15% ou mais.

(Téo Takar)