Ibovespa passar por correção após alta da véspera; NY busca recuperação após o efeito DeepSeek
[28/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa passou por uma correção nesta terça-feira, após a alta da véspera, em mais uma sessão de pouca liquidez, cujo resultado também foi influenciado pela forte baixa da Vale (-2,43%; R$ 52,65), antes de ter seu relatório de produção e vendas do 4TRI divulgado.
O índice fecha em queda de 0,65%, aos 124.055,50 pontos, com volume de R$ 16,3 bilhões. Na contramão do petróleo, Petrobras ON registrou -0,24% (R$ 40,98) e Petrobras PN, -0,13% (R$ 37,13).
O dólar à vista fechou abaixo dos R$ 5,90, em baixa de 0,74%, a R$ 5,8696. Os juros futuros registraram leve queda, com as taxas mais curtas praticamente não se mexendo nesta véspera da decisão do Copom (DI Jan26 a 15,135%).
No dia seguinte ao efeito DeepSeek, as bolsas em NY abriram de lado e buscaram recuperação ao longo do dia. Dow Jones subiu 0,31% (44.850,35). S&P500 ganhou 0,92% (6.067,70). Nasdaq avançou 2,03% (19.733,59).
Por sua vez, os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
(Igor Giannasi)
Juros futuros recuam com ajuda do dólar e arrecadação acima do esperado
Os juros futuros registraram queda modesta nesta terça-feira, apoiados principalmente pelo novo recuo do dólar, que fechou abaixo do patamar de R$ 5,90.
As taxas foram beneficiadas também pela ligeira melhora da percepção de risco fiscal após o resultado da arrecadação federal de dezembro (R$ 262,265 bi), que veio um pouco acima do esperado pelos economistas (R$ 258,065 bi).
Apenas as taxas mais curtas praticamente não se mexeram nesta véspera da decisão do Copom, que elevará a Selic em 1pp, para 13,25% ao ano. A curva segue precificando uma Selic acima dos 16% até o fim do ano.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,135% (estável em relação ao fechamento anterior); jan/27 a 15,310% (15,335%); jan/29 a 15,065% (15,075%); jan/31 a 15,020% (15,010%); e jan/33 a 14,940% (14,950%).
(Téo Takar)
Dólar fecha abaixo dos R$ 5,90, com estrangeiro atrás de renda fixa ‘gorda’
O dólar à vista conseguiu furar o piso dos R$ 5,90 nesta terça-feira, apoiado pela entrada de investidores estrangeiros atraídos pelos juros elevados da renda fixa doméstica, na véspera da decisão do Copom, que elevará a Selic em 1pp, para 13,25% ao ano.
Operadores relataram ainda uma ligeira melhora na percepção do risco fiscal por conta dos números da arrecadação federal, que vieram um pouco acima do esperado pelos economistas. Por outro lado, as ameaças de tarifas de Donald Trump continuam como fator limitante para uma queda mais expressiva da moeda americana.
Lá fora, o dólar seguia se fortalecendo frente aos pares, especialmente o euro, nesta véspera de decisão do Fed, que deverá fazer uma pausa nos cortes de juros, enquanto o BCE deve reduzir a taxa básica europeia em 25 pb, para 2,75% ao ano na quinta-feira.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,74%, a R$ 5,8696, após oscilar entre R$ 5,8573 e R$ 5,9202. Às 17h10, o dólar futuro para fevereiro caía 0,51%, a R$ 5,8705.
Lá fora, o índice DXY avançava 0,51%, aos 107,884 pontos. O euro cedia 0,57%, a US$ 1,0432. E a libra perdia 0,44%, a US$ 1,2441.
(Téo Takar)