Juros futuros sobem em linha com Treasuries após Fed, à espera do Copom

Os juros futuros registraram alta moderada nesta quarta-feira, acompanhando o avanço das taxas dos Treasuries, enquanto o mercado aguarda pelo comunicado do Copom, uma vez que a decisão de alta de 1 pp na Selic, para 13,25% ao ano, já é amplamente esperada.

As taxas dos títulos americanos estressaram no meio da tarde, antes mesmo da decisão do Fed, com declarações do bilionário Howard Lutnick, escolhido por Donald Trump para o cargo de secretário do Comércio, durante sabatina no Senado. Lutnick admitiu que as tarifas sobre importações podem fazer os preços subirem “um pouco” nos EUA, mas logo depois tentou se corrigir, afirmando que China e a Índia “possuem muitas tarifas, mas não sofrem com inflação”.

A decisão do Fed de manter os juros não trouxe maiores novidades, mas Jerome Powell reforçou que o BC americano não tem pressa em cortar os juros e que vai aguardar a inflação voltar a cair de forma sustentável em direção à meta de 2%.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,180% (de 15,135% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,375% (15,310%); Jan/29 a 15,115% (15,065%); Jan/31 a 15,060% (15,020%); e Jan/33 a 14,980% (14,940%).

(Téo Takar)

Dólar vira no fim da sessão e fecha em leve baixa, após Powell

O mercado à vista de dólar teve uma sessão volátil hoje. Caiu aos R$ 5,84 no início do dia, passou a subir, para recuar no fim da sessão em meio à desaceleração da alta da moeda no exterior. A moeda acumula oito sessões em queda, a maior sequência desde março de 2022.

O movimento coincidiu com declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, após o BC americano pausar o ciclo de corte de juros, mantendo a taxa no intervalo entre 4,25% e 4,50% ao ano. Os ativos reagiram depois de Powell dizer que a ausência de referência ao progresso da inflação no comunicado do Fed “não tem a intenção de enviar nenhum sinal”.

Analistas também atribuem o leve recuo do dólar às operações de carry trade com o real com o cenário de alta de 100 pb na Selic hoje, e mais uma em março.

O dólar à vista fechou com queda de 0,06%, a R$ 5,8662, após oscilar entre a mínima de R$ 5,8427 e a máxima de R$ 5,8883. Às 17h15, o índice DXY subia 0,13%, a 108,001. O euro caía 0,09%, a US$ 1,0419, e a libra esterlina tinha alta de 0,04%, a US$ 1,2448.

(Ana Conceição)

Petróleo fecha em queda com aumento dos estoques nos EUA

As cotações do petróleo fecharam com queda hoje, pressionadas pelo primeiro aumento nos estoques comerciais dos EUA após nove semanas de queda.

Segundo o DoE, o volume armazenado de óleo bruto aumentou 3,463 milhões de barris, ante expectativa de +1,1 milhão. Os de gasolina subiram 2,957 milhões de barris, contra um aumento esperado de 200 mil barris.

Além disso, o mercado continua tentando avaliar o impacto das tarifas prometidas pela administração Trump sobre a demanda global da commodity. México e Canadá devem enfrentar tarifas de 25% já a partir de sábado.

No fechamento, o contrato do Brent para abril caiu 1,15%, a US$ 75,61 por barril, na ICE. O WTI para março recuou 1,55%, a US$ 72,62 por barril, na Nymex.

(BDM Online + agências)