Dólar vira e fecha em baixa, em linha com exterior e após governo cumprir meta fiscal de 2024

O dólar à vista inverteu o sinal a poucos minutos do fechamento e encerrou a sessão em baixa, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior e reagindo à melhora na percepção do risco fiscal doméstico.

Ao longo do dia, a moeda operou com alta diante do real, com investidores absorvendo a mensagem do Copom, considerada “dovish”. Muitos analistas enxergaram no comunicado uma tendência de o BC reduzir o ritmo de alta dos juros a partir de maio.

E nos EUA, o Fed sinalizou que não tem pressa em cortar juros e prefere aguardar os impactos das medidas de Donald Trump antes de fazer novos ajustes nas taxas. A pausa no afrouxamento nos EUA e a desaceleração do aperto por aqui pode reduzir um pouco a atratividade do “carry trade” para o investidor estrangeiro.

À tarde, houve melhora na percepção de risco fiscal do país com a divulgação do resultado do Governo Central, que trouxe déficit primário em 2024 (-R$ 43,004 bi) um pouco melhor que o esperado (-R$ 45,7 bi). O déficit correspondeu a 0,09% do PIB, excluindo as despesas extras com o RS, o que permitiu o governo cumprir a meta fiscal prevista para o ano passado.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,23%, a R$ 5,8528, após oscilar entre R$ 5,8523 e R$ 5,9414. Às 17h07, o dólar futuro para fevereiro tinha leve alta de 0,02%, a R$ 5,8565.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,18%, aos 107,802 pontos. O euro subia 0,05%, a US$ 1,0427. E a libra tinha alta de 0,07%, a US$ 1,2458.

(Téo Takar)

Petróleo sobe com ajuda do dólar, enquanto mercado espera Trump cumprir promessa de tarifas

O petróleo fechou em ligeira alta nesta quinta-feira, ajudado pelo recuo do dólar frente aos pares (DXY -0,17%), enquanto os investidores esperam para ver se Donald Trump vai cumprir a ameaça de aplicar tarifas sobre as importações de produtos do México e do Canadá. Os dois países estão entre os maiores fornecedores óleo bruto aos EUA.

Além disso, há expectativa de queda de 8% nas exportações de óleo da Rússia em janeiro, por conta das novas sanções impostas pelos EUA e outros países a duas grandes distribuidoras do país e mais de uma centena de navios petroleiros. Há também a expectativa pela próxima reunião da Opep+, no dia 03/2.

O Brent para abril fechou em alta de 0,37%, a US$ 75,89 por barril, na ICE. E o WTI para março subiu 0,15%, a US$ 72,73 por barril, na Nymex.

Ouro sobe quase 2% e bate novo recorde de preço

O ouro renovou seu recorde de preço nesta quinta-feira, apoiado pela queda do dólar frente aos pares (DXY -0,13%) e dos juros dos Treasuries, após a decisão de ontem do Fed de manter os juros e sinalizar que não tem pressa em realizar novos cortes.

O mercado mantém a preocupação em relação às medidas protecionistas que Donald Trump poderá tomar. O contrato para fevereiro subiu 1,92%, para US$ 2.823,00 por onça-troy na Comex.