Bolsas europeias ficam quase estáveis, mas acumulam ganhos acima de 6% em janeiro
As principais bolsas europeias fecharam perto da estabilidade nesta sexta-feira, com investidores ainda absorvendo a decisão de ontem do BCE e também avaliando a safra de balanços.
As últimas sessões foram marcadas por fortes resultados de empresas, trazendo maior apelo para as ações do bloco em comparação com pares de Wall Street, considerados caros neste momento, e embaladas pelos sinais de mais afrouxamento monetário pelo BCE.
Também circulou a especulação de que a Europa pode escapar das tarifas de Donald Trump, ao menos por enquanto.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,11%, aos 539,43 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,31%, aos 8.673,96 pontos, e o DAX, de Frankfurt, terminou praticamente estável, ao avançar 0,02%, aos 21.732,05 pontos. Já o CAC 40, de Paris, ganhou 0,11%, aos 7.950,17 pontos.
Na semana, os índices avançaram 1,77%; 2,02%; 1,58%; e 0,28%, respectivamente. Já no mês de janeiro, os ganhos foram de 6,27%; 6,13%, 9,16%; e 7,72%.
Ibovespa tem alta firme com Vale e alívio dos juros futuros; NY mostra recuperação após decisão do Fed
[30/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa terminou o pregão desta quinta-feira em alta firme de 2,82%, aos 126.912,78 pontos, embalado pelos fortes ganhos da Vale e pelo avanço das chamadas ações cíclicas diante do alívio dos juros futuros (DI Jan26 a 14,855%), motivado pela sinalização de um tom considerado “dovish” pelo Copom na véspera, além da reação positiva do mercado a dados mais fracos do emprego no país e a falas do presidente Lula. O volume alcançou R$ 25,4 bilhões.
A ação da mineradora teve elevação de 4,22%, a R$ 55,03. Petrobras ON registrou +1,97% (R$ 41,37) e Petrobras PN, +1,33% (R$ 37,39). Apenas quatro papéis ficaram no vermelho: Petz (-2,21%; R$ 4,86), Braskem (-1,27%; R$ 14,03), BB Seguridade (-0,44%; R$ 38,59) e BRF (-0,14%; R$ 22,00).
O dólar à vista inverteu o sinal pouco antes do encerramento da sessão e fechou em baixa de 0,23%, a R$ 5,8528.
Em NY, no dia seguinte à decisão do Fed, as bolsas mostraram recuperação e tiveram alta moderada, enquanto os investidores avaliavam a desaceleração do PIB americano no 4TRI e os balanços de algumas big techs.
Próximo do fechamento, os índices chegaram a perder força momentaneamente com a notícia de que o presidente Donald Trump confirmou que aplicará tarifas de 25% ao México e Canadá.
Ao fim, Dow Jones subiu 0,38% (44.882,13). S&P500 avançou 0,53% (6.071,17). Nasdaq ganhou 0,25% (19.681,75). Os retornos dos Treasuries cederam.
(Igor Giannasi)
Juros futuros fecham abaixo dos 15% com Copom ‘dovish’ e meta fiscal cumprida; Lula ajuda, mas Trump atrapalha
Os juros futuros queimaram prêmios nesta quinta-feira graças a uma combinação de notícias, que melhoraram a percepção de risco fiscal e alteraram as expectativas sobre o ciclo de aperto monetário.
O Copom seguiu o roteiro esperado ontem e confirmou nova alta de 1pp nos juros em março, mas deixou em aberto o cenário para maio, o que levou o mercado a crer que o BC pode desacelerar o ritmo de aperto e provocou uma correção das apostas nos DIs mais curtos.
As declarações de Lula dadas pela manhã, em defesa da equipe econômica, também trouxeram maior confiança ao mercado. Além disso, os investidores avaliaram os números do Caged (-535,5 mil), que sinalizaram desaceleração da atividade econômica, e o IGP-M de janeiro (+0,27%), que mostrou alívio em relação a dezembro (+0,94%), embora tenha ficado um pouco acima do esperado (+0,21%).
À tarde, o Tesouro informou que o Governo Central encerrou 2024 com déficit primário de 0,09% do PIB, sem considerar as despesas com o RS, dentro da meta prevista.
Porém, a confirmação por Donald Trump de que os EUA aplicarão tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México a partir de sábado fez as taxas, especialmente os vencimentos longos, se afastarem das mínimas do dia perto do fechamento, acompanhando movimento semelhante dos Treasuries.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,855% (de 15,180% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,980% (15,375%); Jan/29 a 14,865% (15,115%); Jan/31 a 14,870% (15,060%); e Jan/33 a 14,850% (14,980%).
(Téo Takar)