Ibovespa firma queda após confirmação de tarifas nos EUA; NY aprofunda perdas depois do anúncio
[31/1/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Depois de passar boa parte do pregão em volatilidade, o Ibovespa firmou queda à tarde, após a confirmação da Casa Branca sobre as tarifas contra Canadá, México e China – sendo que em relação a este último caso as ações da Vale também foram afetadas.
O índice fechou em baixa de 0,61%, aos 126.134,94 pontos. Entretanto, na semana, a alta acumulada foi de 3,01% e, em janeiro, de 4,86%. O volume do dia somou R$ 21,3 bilhões.
O papel da mineradora cedeu 1,56%, a R$ 54,17. Já Petrobras ON registrou +0,68% (R$ 41,65) e Petrobras PN, +0,80% (R$ 37,69), diante do anúncio de reajuste de 6,3% no preço do diesel.
Em sua décima queda seguida, o dólar à vista fechou em baixa de 0,28%, a R$ 5,8366. Os juros futuros encerraram a sessão com a ponta curta em alta (DI Jan26 a 14,940%) e os vencimentos médios e longos em baixa.
Em NY, após uma abertura no campo positivo, as bolsas desaceleraram com o anúncio das medidas tarifárias e aprofundaram as perdas até o fechamento. Dow Jones caiu 0,75% (44.544,66). S&P500 cedeu 0,50% (6.040,53). Nasdaq perdeu 0,28% (19.627,44).
Na semana, os índices ficaram mistos. Dow Jones subiu 0,27%. Já S&P500 baixou 1,00% e Nasdaq teve queda de 1,64%. Por sua vez, os retornos dos Treasuries fecharam sem direção única.
(Igor Giannasi)
Juros futuros longos caem com ajuda do dólar; curtos sobem após reajuste da Petrobras
Os juros futuros encerraram a sessão em campos opostos, com a ponta curta em alta, enquanto os vencimentos médios e longos fecharam em baixa. O estresse no mercado de Treasuries a partir do meio da tarde, por causa da confirmação de tarifas dos EUA contra México, Canadá e China, não chegou a prejudicar as taxas mais longas por aqui.
Elas encontraram apoio no 10º recuo seguido do dólar frente ao real para continuar o movimento de devolução de prêmios iniciado ontem, na esteira do Copom, que deixou o rumo da política monetária em aberto a partir de maio.
Já os vencimentos curtos inverteram o sinal no meio da tarde e passaram a subir depois que a Petrobras confirmou um reajuste de 6,3% no preço do diesel, que já vinha sendo especulado desde o início da semana.
Economistas observaram que o aumento tem um impacto direto pequeno sobre o IPCA de 2025 (+0,01 pp), porém o impacto indireto, sobre alimentos, transportes e energia elétrica, pode provocar o espalhamento da inflação, já elevada.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,940% (de 14,855% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,035% (14,980%); Jan/29 a 14,775% (14,865%); Jan/31 a 14,720% (14,870%); e Jan/33 a 14,670% (14,850%).
(Téo Takar)
Dólar chega à 10ª queda seguida, mesmo com pressão de tarifas de Trump, e recua 5,56% no mês
O real não se abalou com as notícias vindas de Washington e se valorizou pelo 10º dia seguido diante do dólar, na contramão do movimento da moeda americana frente aos pares no exterior. Mais uma vez, o “carry trade” atraente continuou trazendo fluxo de capital estrangeiro para o país.
O mercado apresentou volatilidade no fim da manhã, por conta do fechamento da Ptax do mês, e no meio da tarde, após a Casa Branca confirmar a aplicação de tarifas de 25% sobre México, Canadá e de 10% sobre os produtos da China a partir de amanhã.
O PCE, dado preferido de inflação do Fed, não trouxe maiores surpresas e confirmou a aceleração da alta dos preços na passagem de novembro para dezembro, o que deve levar o Fed a ser mais cauteloso e manter a pausa no ciclo de afrouxamento em março.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,28%, a R$ 5,8366, após oscilar entre R$ 5,8121 e R$ 5,8732. Na semana, a moeda caiu 1,39%; no mês, o recuo foi de 5,56%. A taxa Ptax de janeiro fechou em R$ 5,8301, com baixa de 1,19% no dia e recuo de 5,85% no mês. Às 17h15, o dólar futuro para março registrava baixa de 0,59%, a R$ 5,8690.
Lá fora, o índice DXY subia 0,53%, para 108,368 pontos. O euro caía 0,14%, a US$ 1,0372. E a libra perdia 0,17%, a US$ 1,2395.
(Téo Takar)