Bolsas europeias fecham majoritariamente em alta, enquanto investidor avalia pausa na guerra comercial de Trump

A maioria das bolsas europeias fechou em alta nesta terça-feira, com os investidores monitorando os desdobramentos das disputas tarifárias criadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O tema levou volatilidade aos mercados, especialmente diante do anúncio da China de que vai aplicar medidas retaliatórias, com tarifas de até 15% sobre os produtos americanos. O mercado aguarda uma conversa de Trump com Xi Jinping ainda hoje para chegar a um acordo, assim como foi feito com México e Canadá.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou que a União Europeia precisará se engajar em “negociações difíceis, mesmo com parceiros de longa data”, diante da ameaça de novas tarifas americanas sobre o bloco. Ela ressaltou que, na busca por acordos com outras nações, a UE terá de, em certos momentos, “concordar em discordar”.

O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,22%, aos 536,04 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,36%. Em Paris, o CAC40 ganhou 0,66%. Na contramão dos demais mercados, o FTSE100, de Londres, caiu 0,15%.

Aversão ao risco externa contamina Ibovespa; NY reduz ritmo de perdas após acordo com México sobre tarifas

[3/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

A aversão ao risco externa diante das tarifas do governo Trump contra México, Canadá e China também contaminou o Ibovespa nesta primeira sessão de fevereiro. O índice fechou em baixa de 0,13%, aos 125.970,46 pontos, com volume de R$ 19,5 bilhões.

A sessão foi favorável para as chamadas ações cíclicas, diante do alívio dos juros futuros (DI Jan26 a 14,865%). Entre as blue chips, Petrobras ON teve queda de 1,22% (R$ 41,14), Petrobras PN desvalorizou 0,50% (R$ 37,50) e Vale subiu 0,07% (R$ 54,21).

O dólar à vista fechou em baixa de 0,35%, a R$ 5,8160, chegando à 11ª sessão seguida de queda, apoiado mais uma vez pelo fluxo positivo de capital estrangeiro.

Em NY, as bolsas ainda operaram sob o impacto das medidas tarifárias impostas pelo governo Trump, mas o ritmo de perdas diminuiu à tarde, após o anúncio feito pela presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, de acordo com o mandatário americano, pausando por 30 dias a aplicação das tarifas.

Dow Jones caiu 0,28% (44.421,91). S&P500 recuou 0,76% (5.994,57). Nasdaq perdeu 1,20% (19.391,96). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

(Igor Giannasi)

Juros futuros caem com ajuda do dólar e dos Treasuries, enquanto Lula sinaliza conciliação com Congresso

Os juros futuros registraram queda expressiva nos prêmios nesta segunda-feira, especialmente no miolo e na ponta longa da curva, ajudados pelo novo recuo do dólar frente ao real e também pela queda nos juros dos Treasuries, com investidores buscando proteção nos títulos americanos por causa das incertezas sobre os impactos da guerra comercial de Donald Trump, que podem levar a uma desaceleração da economia global.

Por aqui, o mercado absorveu a nova piora nas expectativas do boletim Focus, enquanto aguarda a ata da última reunião do Copom, nesta terça-feira.

A retomada dos trabalhos do Congresso Nacional também mereceu atenção. O presidente Lula disse aos novos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, que não mandará nenhum projeto às duas Casas sem que haja anuência dos líderes e da cúpula do Congresso.

Lula também disse que Motta e Alcolumbre “não terão problema na relação política com o Poder Executivo”, sinalizando uma conciliação entre os Poderes Executivo e Legislativo.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,865% (de 14,940% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,825% (15,035%); Jan/29 a 14,445% (14,775%); Jan/31 a 14,390% (14,720%); e Jan/33 a 14,350% (14,670%).

(Téo Takar)