Petróleo oscila com guerra comercial, mas reduz perdas com ameaça de Trump de elevar pressão sobre o Irã

Os contratos de petróleo fecharam em lados opostos nos mercados de Londres e NY nesta terça-feira, com investidores tentando decifrar os planos de Donald Trump para o comércio internacional. Ele aceitou pausar por 30 dias as taxas de 25% sobre compras do México e Canadá, o que trouxe forte alívio aos preços da commodity no início dos negócios.

Porém, a informação de que Trump deve assinar ainda hoje uma ordem executiva para restaurar sua política de “máxima pressão” sobre o Irã fez com que o petróleo reduzisse as perdas ao longo da sessão.

O Irã é um dos maiores produtores e, eventuais novas sanções contra o país, podem afetar a oferta global.

O Brent para abril subiu 0,32%, a US$ 76,20 por barril, na ICE. Já o WTI para março fechou em baixa de 0,63%, a US$ 72,70 por barril, na Nymex.

Ouro renova recorde em meio a incertezas sobre planos de Trump para o comércio internacional

O ouro renovou seu recorde de fechamento nesta terça-feira, apoiado pela queda do dólar frente aos pares (DXY -0,94%) e do recuo dos juros dos Treasuries, enquanto investidores mantêm a cautela e tentam entender quais são os planos de Donald Trump para as tarifas comerciais.

O contrato para abril subiu 0,65%, a US$ 2.875,80 por onça-troy na Comex.

Juros curtos se ajustam à Ata do Copom, enquanto dólar derrete com possível pausa na guerra comercial de Trump

[4/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

A sinalização de uma pausa na guerra comercial proposta por Donald Trump abre o apetite por risco dos investidores de Wall Street nesta tarde (Dow Jones +0,13%; S&P500 +0,49%; Nasdaq +0,97%) e provoca uma correção no dólar frente aos pares (DXY -0,86%, aos 108,051 pontos).

Já os juros dos Treasuries agora rondam a estabilidade (T-Note de 2 anos a 4,2137%), se afastando das máximas registradas mais cedo.

A possibilidade da conversa entre Donald Trump e Xi Jinping não acontecer hoje, segundo apurou a agência Dow Jones, não chegou a azedar o clima nos mercados.

Por aqui, a ponta curta da curva de juros (DI Jan/26 a 14,930%; Jan/27 a 14,9155) se ajusta ao tom mais duro da Ata do Copom em relação ao comunicado, enquanto o miolo e os vencimentos longos oscilam entre estabilidade e queda, apoiados por mais uma sessão de baixa do dólar à vista (-0,77%, a R$ 5,7711.

Já o Ibovespa perde 0,35%, aos 125.532 pontos, com Petrobras ON (-0,90%) e PN (-0,77%) em baixa no dia seguinte à divulgação do seu relatório operacional do 4TRI24, com queda de 10,5% na produção total sobre igual trimestre de 2023.

(Téo Takar)