Ibovespa destoa do exterior e cai; NY se recupera, ainda com guerra comercial no foco

[4/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Na contramão do mercado externo, o Ibovespa recuou nesta terça-feira, sem o apoio dos papéis da Petrobras e da Vale. O índice fechou em baixa de 0,65%, aos 125.147,42 pontos, com volume de R$ 19,8 bilhões.

No cenário econômico, os investidores também avaliaram a Ata do Copom, que veio com tom mais duro do que o comunicado.

No dia seguinte à divulgação dos dados de venda e produção do 4TRI, Petrobras ON registrou -1,26% (R$ 40,62) e Petrobras PN, -0,99% (R$ 37,13). Já Vale caiu 0,35%, a R$ 54,02.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,75%, a R$ 5,7724, na 12ª sessão seguida de queda, na maior sequência desde o lançamento do real, em julho de 1994.

Os juros futuros encerraram a sessão com alta moderada na ponta curta (DI Jan26 a 14,920%) e perto da estabilidade no miolo e nos vencimentos longos.

Por sua vez, em NY, com a guerra comercial ainda no foco, as bolsas mostraram recuperação, em meio à decisão do presidente Donald Trump de suspender por 30 dias o início da aplicação de tarifas aos produtos do Canadá e do México e de sinalizar disposição para um acordo com a China.

Dow Jones subiu 0,30% (44.556,04). S&P500 ganhou 0,72% (6.037,88). Nasdaq avançou 1,35% (19.654,02). Por sua vez, os retornos dos Treasuries cederam.

(Igor Giannasi)

Juros curtos sobem após a Ata; médios e longos fecham perto da estabilidade com PAF e dólar fraco

Os juros futuros encerraram a sessão com alta moderada na ponta curta e perto da estabilidade no miolo e nos vencimentos longos nesta terça-feira, com investidores analisando a Ata da última reunião do Copom e o plano de financiamento (PAF) da dívida pública para este ano.

Embora o BC não tenha se comprometido com a decisão de maio, economistas avaliaram que o tom da Ata foi mais duro do que o do comunicado, corrigindo a percepção do mercado após o último Copom, de que o BC estaria mais “dovish” em relação aos próximos passos da política monetária.

O miolo e a ponta longa da curva chegaram a cair pela manhã, acompanhando o alívio no câmbio, mas viraram de tarde, com o detalhamento do PAF de 2025, que prevê um estoque da dívida entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões neste ano. A DPF encerrou 2024 em R$ 7,316 trilhões.

Questionado sobre o aumento do peso das LFTs na dívida e seu eventual impacto na condução da política monetária pelo BC, o subsecretário da Dívida Pública, Daniel Leal, comentou que tem escutado especulações sobre o tema, mas disse que não sabe se existe algum estudo sobre qual nível de LFTs na dívida atrapalharia a política monetária. “Em conversas com o Banco Central, eles não cravam, não comentam isso.”

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,920% (de 14,865% na sessão anterior); Jan/27 a 14,880% (14,825%); Jan/29 a 14,470% (14,445%); Jan/31 a 14,410% (14,390%); Jan/33 a 14,340% (14,350%).

(Téo Takar)

Dólar segue exterior e registra maior sequência de baixas desde a criação do real, em 1994

O dólar à vista fechou em baixa perante o real pela 12ª sessão seguida, na maior sequência de quedas da moeda americana desde o lançamento do real, em julho de 1994. Somente neste ano, a moeda já recuou 6,6%.

O câmbio doméstico acompanhou a desvalorização do dólar globalmente, após Donald Trump decidir suspender por 30 dias o início de aplicação de tarifas aos produtos do Canadá e do México e sinalizar disposição em conversar com o presidente da China, Xi Jinping, para tentar buscar um acordo sobre a questão comercial.

Por aqui, a recuperação do real encontrou suporte também na Ata do Copom, que veio com tom mais firme do que o comunicado, indicando que o BC continuará atuando depois de março, elevando a Selic ao nível que for necessário para a inflação convergir para a meta, o que sugere um ‘carry trade’ ainda mais favorável para o investidor estrangeiro nos próximos meses.

O dólar à vista fecha em baixa de 0,75%, a R$ 5,7724, na menor cotação desde 19 de novembro, após oscilar entre R$ 5,7573 e R$ 5,8269. Às 17h20, o dólar futuro para março recuava 0,69%, para R$ 5,7970.

Lá fora, o índice DXY caía 0,95%, aos 107,958 pontos. O euro subia 0,23%, a US$ 1,0382. E a libra ganhava 0,71%, a US$ 1,2481. O dólar também se enfraquecia diante do peso mexicano (-0,66%, a 20,53 pesos/US$) e do dólar canadense (-1,46%, a 1,431 CAD/US$).

(Téo Takar)