Juros futuros sobem com recuperação do dólar, produção industrial acima do esperado e de olho em leilão
Os juros futuros passaram por correção, especialmente na ponta longa, e fecharam em alta nesta quarta-feira, com boa parte do aumento do prêmios ocorrendo nas duas últimas horas de negociação.
Operadores relataram que o movimento no fim do dia teria sido defensivo, com o mercado reavaliando suas posições antes do leilão de prefixados, amanhã. Há receio de que o Tesouro coloque um lote grande e ofereça prêmio, o que prejudicaria os investidores posicionados na queda das taxas.
Além disso, a modesta recuperação do dólar frente ao real e o dado de produção industrial de dezembro (-0,3%) melhor que o esperado (-1,2%) também colaboraram para um ajuste das taxas para cima.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,965% (de 14,920% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,020% (14,880%); Jan/29 a 14,645% (14,470%); Jan/31 a 14,590% (14,410%); e Jan/33 a 14,540% (14,340%).
(Téo Takar)
Dólar encerra sequência histórica de queda diante do real, mas segue em baixa no exterior
O dólar à vista fechou em leve alta nesta quarta-feira, passando por uma correção moderada após uma sequência histórica de 12 sessões de recuo diante do real, acumulando perda de 4,83% nesse período e baixa de 6,6% no ano.
O movimento seguiu na contramão da moeda americana no exterior, que voltou a se enfraquecer frente aos pares, mesmo após a ADP mostrar criação de 183 mil empregos em janeiro, acima dos150 mil esperados.
Por outro lado, a atividade de serviços (PMI) caiu a 52,8 em janeiro na leitura do ISM e a 52,9 na leitura da S&P Global, ambos abaixo do previsto, o que reforçou a expectativa do mercado de que o Fed pode se sentir confortável para retomar os cortes de juros em março.
Além disso, Donald Trump parece ter adiado seus planos de uma guerra comercial, o que também colabora para um alívio no dólar frente aos pares. A moeda à vista fechou em alta de 0,38%, a R$ 5,7942, após oscilar entre R$ 5,7513 e R$ 5,8179. Às 17h03, o dólar futuro para março subia 0,69%, a R$ 5,8210.
Lá fora, o índice DXY caía 0,34%, para 107,591 pontos. O euro ganhava 0,24%, a US$ 1,0404. E a libra avançava 0,18%, a US$ 1,2502.
(Téo Takar)
Tombo dos estoques americanos derruba preços do petróleo, apesar do dólar fraco
O preço do petróleo registrou forte baixa nesta quarta-feira, por conta do aumento expressivo nos estoques semanais da commodity nos EUA. O DoE informou hoje que os estoques de óleo bruto cresceram 8,66 milhões de barris na semana passada, bem acima da alta de 1,3 milhão de barris esperada pelo mercado.
Além disso, os estoques de gasolina também tiveram aumento expressivo de 2,23 milhões de barris, enquanto a previsão era de ampliação de 100 mil de barris. Já os de destilados recuaram 5,47 milhões de barris, bem mais do que a previsão, de baixa de 1,6 milhão de barris.
O recuo nos preços da commodity foi limitado pela queda do dólar frente aos pares (DXY -0,36%) e pelo decreto de Donald Trump para os EUA aumentarem a pressão sobre o Irã, com possíveis sanções ao óleo do país.
O Brent para abril caiu 2,08%, a US$ 74,61 por barril, na ICE. E o WTI para março recuou 2,29%, a US$ 71,03 por barril, na Nymex.