Bolsas europeias recuam após recordes, com piora de expectativas nos EUA e novas ameaças de Trump
As bolsas europeias devolveram parte dos ganhos recentes nesta sexta-feira, acompanhando a queda das bolsas americanas após a pesquisa da Universidade de Michigan mostrar uma piora nas expectativas de inflação nos EUA, além do payroll mais fraco que o esperado.
Investidores também repercutiram rumores de que o presidente americano, Donald Trump, pode anunciar uma tarifa universal a produtos importados ainda hoje.
Mais cedo, os índices europeus rondavam a estabilidade, depois de atingirem novos recordes ontem, com o anúncio de cortes de juros no Reino Unido.
Na agenda macro, a produção industrial da Alemanha registrou queda de 2,4% em dezembro ante novembro, bem pior que o esperado (-0,9%), dando continuidade a uma série de dados mais fracos da economia europeia.
O índice Stoxx 600 caiu 0,44%, aos 542,43 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 0,31%. O DAX, de Frankfurt, cedeu 0,53%. E o CAC 40, de Paris, teve baixa de 0,43%.
Na semana, porém, os índices acumularam ganhos de 0,54%, 0,31%, 0,25% e 0,29%, respectivamente.
Ibovespa sobe e retoma os 126 mil pontos, com apoio da Vale; NY fica sem direção única, na véspera do payroll
[6/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa retomou o patamar dos 126 mil pontos, com o apoio da Vale (+1,51%; R$ 55,13) e de outras metálicas, em meio à valorização do minério de ferro. O índice fechou em alta de 0,55%, aos 126.224,74 pontos, com volume de R$ 19 bilhões.
Por outro lado, os ativos da Petrobras recuaram, contaminados pela virada negativa do petróleo. Petrobras ON perdeu 0,60% (R$ 39,97) e Petrobras PN caiu 0,19% (R$ 36,79).
Após uma pequena pausa na véspera, o dólar à vista voltou a cair e fechou em baixa de 0,52%, a R$ 5,7639.
Os juros futuros ficaram perto da estabilidade, com curtos em ligeira baixa (DI Jan26 a 14,930%), enquanto vencimentos médios e longos apontaram para cima.
Em NY, as bolsas ficaram sem direção única, com os investidores atentos às movimentações do governo Trump, como a confirmação de sanções ao Irã, e em meio a balanços importantes, além de aguardarem o payroll, amanhã.
Dow Jones caiu 0,28% (44.747,63). S&P500 subiu 0,36% (6.083,57). Nasdaq ganhou 0,51% (19.791,99). Por sua vez, os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros não definem tendência em sessão sem indicadores, mas com ruídos de Brasília
Os juros futuros encerraram a quinta-feira perto da estabilidade, com curtos em ligeira baixa, enquanto vencimentos médios e longos apontaram para cima. Sem indicadores relevantes na agenda, os DIs foram influenciados por declarações vindas de Brasília e pelo comportamento do câmbio e dos Treasuries.
O presidente Lula disse, em uma entrevista, que o PIB deve crescer entre 3,5% e 3,7% neste ano, bem acima da previsão do mercado no boletim Focus, de 2%.
Lula também afirmou que tem certeza de que o Congresso vai aprovar o projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil. O presidente também informou que o crédito está crescendo e que serão anunciadas novas medidas nos próximos dias.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,930% (de 14,965% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,000% (15,020%); Jan/29 a 14,665% (14,645%); Jan/31 a 14,640% (14,590%); e Jan/33 a 14,580% (14,540%).
(Téo Takar)