Ibovespa cai com pressão de bancos e ruído político; NY piora com rumores de tarifa universal sobre importados

[7/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Além da influência das notícias envolvendo a guerra comercial nos EUA, o desempenho do Ibovespa foi pressionado pela forte queda dos ativos do sistema financeiro e piorada por ruídos políticos locais.

A preocupação dos investidores com a questão fiscal se intensificou com declaração do ministro Wellington Dias (MDS) de que o governo iria reajustar o bolsa família para compensar a alta dos alimentos. Entretanto, esse fato foi negado por fontes da Fazenda ouvidas pelo Valor.

O índice fechou em baixa de 1,27%, aos 124.619,40 pontos, com volume de R$ 21 bilhões. Na semana, a queda acumulada foi de 1,20%. Entre as blue chips, Petrobras ON caiu 0,68% (R$ 39,70), Petrobras PN perdeu 0,57% (R$ 36,58) e Vale cedeu 0,54% (R$ 54,83).

O dólar à vista fechou em alta de 0,52%, a R$ 5,7936. Na semana, porém, a moeda caiu 0,74%. Os juros futuros avançaram (DI Jan26 a 15,020%), na esteira da alta das taxas dos Treasuries e do dólar.

Em NY, as bolsas perderam força ao longo do dia e pioraram com rumores de que Donald Trump iria anunciar uma tarifa universal sobre produtos importados ainda hoje. O anúncio, porém, deve ficar para a semana que vem.

Dow Jones caiu 0,99% (44.303,40). S&P500 recuou 0,95% (6.025,99). Nasdaq perdeu 1,36% (19.523,40). Na semana, o acúmulo de perdas foi de, respectivamente, 0,54%, 0,24% e 0,53%.

(Igor Giannasi)

Juros futuros avançam na esteira do dólar e dos Treasuries e com fala de ministro sobre reajuste do bolsa família

Os juros futuros fecharam em alta nesta sexta-feira, embalados pela alta das taxas dos Treasuries e do dólar, além de ruídos domésticos que pioraram a percepção de risco fiscal.

Nos EUA, os números do payroll, que trouxe aumento de salários acima do esperado, e a piora nas expectativas sobre a inflação americana na pesquisa da Universidade de Michigan levaram o mercado a reavaliar a possibilidade de novos cortes de juros pelo Fed neste ano.

Rumores de que Donald Trump poderia anunciar ainda hoje tarifas universais também impulsionaram o dólar e os juros dos Treasuries.

Por aqui, os DIs aceleraram a alta com a divulgação de uma entrevista do ministro Wellington Dias (MDS) em que ele afirma que o governo deverá reajustar o bolsa família para compensar a alta dos alimentos. Fontes da Fazenda ouvidas pelo Valor afirmaram que não há espaço orçamentário e acrescentaram que não participaram da discussão sobre um possível reajuste do benefício.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 15,020% (de 14,930% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,195% (15,000%); Jan/29 a 14,900% (14,665%); Jan/31 a 14,820% (14,640%); Jan/33 a 14,770% (14,580%).

(Téo Takar)

Dólar sobe com expectativa de novas tarifas de Trump e ruído sobre reajuste do bolsa família

O dólar à vista fechou em alta diante do real e das principais moedas nesta sexta-feira, com investidores reagindo às declarações de Donald Trump sobre tarifas, aos dados de expectativas de inflação nos EUA e, ainda, a rumores de reajuste do bolsa família.

A moeda americana firmou alta no início da tarde, após o levantamento da Universidade de Michigan mostrar piora significativa nas expectativas de inflação nos EUA para o período de 1 ano (de 3,3% para 4,3%). A expectativa para 5 anos também subiu, de 3,2% para 3,3%.

Rumores de que Trump anunciaria hoje tarifas universais também fortaleceram o dólar. Porém, o presidente americano esclareceu no fim do dia que fará o anúncio apenas na próxima semana.

Por aqui, uma entrevista do ministro Wellington Dias (MDS) dizendo que o governo deverá reajustar o bolsa família para compensar a alta dos alimentos pegou investidores e membros da equipe econômica de surpresa, piorando a percepção de risco fiscal.

Fontes da Fazenda ouvidas pelo Valor afirmaram que não há espaço orçamentário e acrescentaram que não participaram da discussão sobre um possível reajuste do benefício.

O dólar à vista fechou em alta de 0,52%, a R$ 5,7936, após oscilar entre R$ 5,7354 e R$ 5,8086. Na semana, porém, a moeda caiu 0,74%. Às 17h16, o dólar futuro para março avançava 0,67%, para R$ 5,8250.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,31%, para 108,021 pontos. O euro caía 0,50%, para US$ 1,032. E a libra perdia 0,18%, a US$ 1,2410.

(Téo Takar)