Investidor mantém apetite por risco e arrisca palpite de que Trump está blefando sobre novas tarifas

[10/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa mantém o sinal positivo (+0,90%, aos 125.735 pontos), embalado pelas ações de produtoras de commodities (Vale ON +0,55%; Petrobras ON +1,26%; Petrobras PN (+1,01%), que pegam carona na recuperação dos preços do petróleo e do minério de ferro.

Gerdau PN (+5,33%) está entre as maiores altas do índice, refletindo a avaliação de que a empresa será menos prejudicada pelas tarifas de Trump sobre o aço porque possui operações dentro dos EUA.

Por outro lado, investidores mantém o apetite por ativos de risco, acreditando que o presidente americano está blefando e não colocará novas medidas em prática, usando a pressão das tarifas apenas para negociar outros temas de seu interesse.

O dólar recua diante do real (-0,21%, a R$ 5.7815) e os juros futuro também apontam para baixo na ponta curta e no miolo da curva (DI Jan/26 a 14,955%; Jan/27 a 15,125%; Jan/29 a 14,850%), enquanto os vencimentos longos operam estáveis.

Em NY, o clima também é positivo nas bolsas (Dow Jones +0,22%; S&P500 +0,64%; Nasdaq +1,13%), enquanto os juros dos Treasuries operam em leve baixa (T-Note de 2 anos a 4,2622%) e o dólar sobe frente aos pares (DXY +0,21%, aos 108,268 pontos).

(Téo Takar)

Bolsas europeias sobem com impulso do setor de energia, apesar de tarifas de Trump

As bolsas da Europa fecharam em alta hoje, com impulso das ações do setor de energia, apesar das novas ameaças de tarifas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Os papéis da BP dispararam 7,4% com notícia de que o fundo Elliott Management aumentou sua participação na empresa e irá pressionar por mudanças para aumentar os ganhos dos acionistas.

Em meio à promessa de Trump de estabelecer tarifas de 25% sobre aço e alumínio, a siderúrgica ArcelorMittal fechou em queda de 0,66%.

Ações ligadas à produção de ouro tiveram um bom desempenho, com a forte valorização do metal precioso, à medida que os investidores têm buscado cada vez mais ativos de proteção.

O índice Stoxx 600 subiu 0,65%, aos 546,30 pontos. O FTSE 100, da Bolsa de Londres, teve alta de 0,77%. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,57%. E o CAC 40, de Paris, se valorizou em 0,42%.

No melhor estilo Chacrinha, Donald Trump vem para confundir e não para explicar

No melhor estilo de Chacrinha, Donald Trump veio para confundir e não para explicar. Sua promessa de guerra de tarifas continuou rendendo informações desencontradas e alguns solavancos no mercado ao longo da semana. E para não deixar a peteca cair, o presidente americano já deixou avisado hoje que semana que vem tem mais, e dessa vez a taxa será para todo o mundo, literalmente.

Para fechar a sexta-feira em grande estilo, Justin Trudeau confessou em “segredo” a empresários do seu país (mas esqueceu de desligar o microfone) que Trump não está brincando e quer mesmo transformar o Canadá no 51º Estado americano.

Com tanto ruído vindo da Casa Branca, a análise do payroll acabou ficando em segundo plano, mas o fato é que o dado veio misto, com queda moderada no número de empregos criados e aumento nos salários, deixando o cenário para a reunião do Fed de março em aberto.

Por aqui, Brasília rendeu assunto e preocupação aos investidores em relação ao risco fiscal. O presidente Lula visivelmente iniciou sua campanha à reeleição, promovendo uma série de entrevistas. E o ministro Wellington Dias falou demais ao contar sobre o plano de um reajuste do bolsa família para compensar a alta dos alimentos.

Pegou todo mundo de surpresa e obrigou a Casa Civil a soltar uma nota negando que haja qualquer estudo no governo a respeito. “O assunto não está na pauta e nem será discutido”, diz a nota.

Bom fim de semana! (Téo Takar)