Dólar fecha em leve baixa com ajuda de commodities, enquanto investidor avalia ameaças de Trump

O dólar fechou perto da estabilidade diante do real nesta segunda-feira, com investidores avaliando, de um lado, os riscos para as siderúrgicas brasileiras da ameaça de Donald Trump de taxas as importações de aço e alumínio dos EUA em 25%.

Por outro lado, as commodities registraram forte recuperação de preço hoje, dando apoio às moedas de países produtores, por causa dos dados de inflação na China acima do esperado, que sugerem uma recuperação da economia local.

A ausência de notícias e ruídos vindos de Brasília colaborou para que o câmbio ficasse “comportado” ao longo do dia.

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,13%, a R$ 5,7860, após oscilar entre R$ 5,7648 e R$ 5,8246. Às 17h09, o dólar futuro para março caía 0,40%, a R$ 5,8070.

Lá fora, o índice DXY subia 0,26%, para 108,320 pontos. O euro caía 0,21%, a US$ 1,0306. E a libra perdia 0,29%, a US$ 1,2367.

(Téo Takar)

Petróleo sobe com risco de fim do cessar-fogo em Gaza e inflação na China sugerindo recuperação da economia

O petróleo fechou em alta hoje, em meio às declarações de Hamas e de Israel de que o lado rival não está cumprindo as exigências do cessar-fogo na Faixa de Gaza, o que pode levar ao fim do acordo e a retomada do conflito em breve.

O Hamas declarou que vai suspender a próxima liberação de reféns até que Israel cumpra sua parte no acordo.

Mais cedo, dados de inflação indicando uma possível recuperação da economia chinesa animaram os investidores em relação à demanda por petróleo e combustíveis, impulsionando os preços da commodity.

O Brent para abril subiu 1,62%, a US$ 75,87 por barril, na ICE. E o WTI para março avançou 1,85%, a US$ 72,32 por barril, na Nymex.

Ouro renova recorde com incertezas sobre tarifas de Trump e aumento da demanda da China

O ouro renovou seu recorde de preço nesta segunda-feira, com investidores buscando proteção no metal precioso em meio às incertezas sobre o planos de Donald Trump para aplicação de tarifas comerciais.

Operadores também relataram forte demanda de ouro por parte da China.

O contrato para abril fechou em alta de 1,62%, a US$ 2.934,40 por onça-troy na Comex.