Bolsas europeias fecham em alta, apesar de tarifas de Trump
As bolsas europeias fecharam em alta hoje, com investidores analisando o impacto das tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A expectativa é de que os efeitos sejam limitados, o que ajudou a sustentar as ações em alta.
O mercado também reagiu à safra de balanços. As ações da BP caíram 0,62%, após a petroleira apresentar lucro menor que o esperado, porém a companhia anunciou recompra de US$ 1,75 bilhão em ações.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,23%, a 547,18 pontos. Em Londres, o FTSE100 ganhou 0,11%. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,58% e fechou pela primeira vez acima dos 22 mil pontos (22.037,83). Em Paris, o CAC40 ganhou 0,28%.
Ibovespa avança com commodities e bancos; NY recupera partes das perdas com foco nas tarifas de Trump
[10/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em alta de 0,76%, aos 125.571,81 pontos, impulsionado por papéis de empresas ligadas a commodities e do sistema financeiro. A liquidez foi baixa, com o volume somando R$ 17,2 bilhões.
Beneficiados pela valorização do petróleo e do minério de ferro, Petrobras ON registrou +0,83% (R$ 40,03), Petrobras PN, +0,68% (R$ 36,83), e Vale, +1,04% (R$ 55,40), na máxima do dia.
O dólar à vista fechou em queda de 0,13%, a R$ 5,7860. Os juros futuros fecharam em leve baixa na ponta curta (DI Jan26 a 14,975%) e no miolo da curva e estáveis na ponta longa.
Tanto aqui quanto lá fora, os investidores estiverem com o foco nas notícias sobre a imposição de tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio a todos os países, incluindo o Brasil, pelo governo Trump.
Em NY, as bolsas recuperaram parte das perdas da sessão anterior, quando se havia um temor quanto ao anúncio de tarifas do governo Trump, mas hoje, o mercado manteve o apetite por risco avaliando que tais medidas possam ser aliviadas ou renegociadas.
Dow Jones subiu 0,38% (44.470,41). S&P500 ganhou 0,67% (6.066,44). Nasdaq avançou 0,98% (19.714,27). Já os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
(Igor Giannasi)
Juros futuros têm sessão morna, à espera do IPCA e de medidas ‘concretas’ de Trump
Os juros futuros fecharam em leve baixa na ponta curta e no miolo da curva e estáveis na ponta longa, com investidores em compasso de espera pelo IPCA de janeiro, que sai nesta terça-feira. A nova piora nas expectativas de inflação no boletim Focus de hoje foi deixada em segundo plano.
O recuo do dólar frente ao real e dos juros dos Treasuries ao longo da sessão, bem como a ausência de notícias vindas de Brasília, colaboraram para manter os DIs comportados. Nem mesmo a nova ameaça de Trump, de aplicar tarifas sobre importações de aço e alumínio dos EUA, chegou a fazer preço nos ativos, com investidores considerando a possibilidade dela não se concretizar ou ser revertida rapidamente.
Questionado sobre o tema, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo vai se manifestar “oportunamente”, com base em decisões concretas, e não em anúncios que, na avaliação do ministro, podem ser mal interpretados ou revistos.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,975% (de 15,020% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,160% (15,195%); Jan/29 a 14,885% (14,900%); Jan/31 a 14,840% (14,820%); e Jan/33 a 14,770% (14,770%).
(Téo Takar)