Petróleo sobe com possibilidade de quebra do cessar-fogo em Gaza e queda na produção da Rússia
O petróleo subiu nesta terça-fera, diante o risco de quebra do cessar-fogo na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ameaçou retomar os combates caso o Hamas não liberte reféns até sábado, como está previsto.
Analistas também destacaram a queda na produção russa de petróleo, que ficou abaixo de sua cota na Opep+ em janeiro. A redução seria reflexo das novas sanções aplicadas pelos EUA para dificultar a distribuição do óleo russo.
O Brent para abril subiu 1,49%, a US$ 77,00 por barril, na ICE. E o WTI para março avançou 1,38%, a US$ 73,32 por barril, na Nymex.
Ouro ensaia correção, mas termina estável com risco de fim de cessar-fogo em Gaza
O ouro ensaiou um correção, após recordes recentes, mas fechou perto da estabilidade nesta terça-feira, com investidores monitorando a situação do cessar-fogo na Faixa de Gaza e avaliando os efeitos das tarifas sobre aço e alumínio anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O contrato para abril recuou 0,06%, para 2.932,60 por onça-troy na Comex.
Ibovespa sustenta ganhos, com guerra comercial de Trump em 2º plano; NY perde força após Powell
[11/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa segue em alta (+0,75%, aos 126.516 pontos) nesta tarde, apoiado principalmente pelas ações mais sensíveis à queda dos juros futuros (DI Jan/27 a 15,030%; Jan/29 a 14,790%) que, por sua vez, reagem ao IPCA dentro do esperado.
O viés do dólar também é de baixa (-0,33%, a R$ 5,7671), com investidores mantendo o apetite por risco, mesmo após Donald Trump confirmar as tarifas de 25% sobre aço e alumínio.
A avaliação dos analistas é de que o mercado está apostando numa solução negociada com os EUA, uma vez que as novas tarifas só entrarão em vigor daqui um mês.
Em Wall Street, as bolsas perderam força (Dow Jones +0,03%; S&P500 -0,18%; Nasdaq -0,46%) especialmente após Jerome Powell declarar no Senado de que o Fed não tem pressa para cortar os juros.
Ele também comentou que a taxa neutra de juros está mais alta e evitou comentar sobre a guerra comercial de Trump, embora tenha admitido que o Fed teria que se ajustar às novas políticas tarifárias.
Os juros dos Treasuries apontam para cima (T-Note de 2 anos a 4,2948%; T-Note de 10 anos a 4,5398%), enquanto o dólar recua frente aos pares (DXY -0,25%, aos 108,050 pontos).
(Téo Takar)