Ibovespa avança com apoio de bancos; NY fica sem direção única com tarifa de Trump e fala de Powell
[11/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em alta de 0,76%, aos 126.521,66 pontos, com volume de R$ 20 bilhões, em dia de alívio nos juros futuros (DI Jan26 a 14,940%) diante do IPCA de janeiro em linha com as estimativas e com o movimento apoiado pelo desempenho das ações de bancos.
Em meio a isso, a confirmação das tarifas de 25% sobre aço e alumínio pela gestão Trump, que só terão efeito daqui a um mês, ficaram em segundo plano no pregão.
Porém, a performance do índice foi limitada pela baixa da Vale (-0,43%; R$ 55,16), seguindo a queda do minério de ferro. Já Petrobras ON subiu 0,55%, a R$ 40,25, e Petrobras PN ficou estável, a R$ 36,83.
A maior valorização da sessão foi do Carrefour (+10,08%; R$ 7,10), com a proposta do controlador francês de recomprar as ações em circulação e fechar o capital da companhia brasileira, convertendo o Carrefour Brasil em subsidiária integral.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,31%, a R$ 5,7678.
Em NY, as bolsas ficaram sem direção única, ainda com alguma cautela dos investidores em meio à guerra comercial e à declaração de Jerome Powell no Senado americano de que o Fed não tem pressa para cortar os juros.
Dow Jones subiu 0,28% (44.593,65). S&P500 teve leve ganho de 0,03% (6.068,50). Nasdaq caiu 0,36% (19.643,86). Os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)
Juros futuros recuam com IPCA em linha e novo alívio no dólar
Os juros futuros recuaram em toda a curva nesta terça-feira, após o IPCA de janeiro (+0,16%) vir em linha com o esperado, tanto na margem como na comparação anual (+4,56%), se aproximando do teto da meta do BC e desacelerando em relação a dezembro (+0,52%).
A difusão também melhorou, para 65% em janeiro, ante 69% em dezembro. Os DIs também tiveram ajuda do câmbio, com o dólar voltando a cair frente ao real, apesar da confirmação das tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio dos EUA.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,940% (de 14,975% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,060% (15,160%); Jan/29 a 14,825% (14,885%); Jan/31 a 14,800% (14,840%); e Jan/33 a 14,760% (14,770%).
(Téo Takar)
Dólar recua com aposta de que tarifa de Trump sobre o aço não chegará a entrar em vigor
O dólar recuou diante do real e das principais moedas no exterior nesta terça-feira, mesmo após o presidente Donald Trump oficializar as tarifas sobre importações de aço e alumínio dos EUA a partir de 4 de março.
O mercado manteve o apetite por risco, acreditando que as medidas não serão implementadas de fato, servindo apenas como como uma estratégia de pressão de Trump para alcançar outros interesses.
Por aqui, o IPCA de janeiro dentro do esperado também colaborou para o bom humor dos investidores. Lá fora, o dólar recuava especialmente diante do euro e da libra, com os investidores monitorando a possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, se encontrará com Volodymyr Zelensky na sexta-feira em Munique, na Alemanha.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,31%, a R$ 5,7678, após oscilar entre R$ 5,7577 e R$ 5,8062. Às 17h10, o dólar futuro para março recuava 0,46%, para R$ 5,7850.
Lá fora, o índice DXY caía 0,36%, para 107,933 pontos. O euro subia 0,55%, a US$ 1,0360. E a libra avançava 0,57%, a US$ 1,2439.
(Téo Takar)