Ouro termina de lado, após cair mais cedo com CPI acima do esperado nos EUA
O ouro chegou a cair mais de 1% hoje, após o CPI de janeiro mostrar uma aceleração da inflação nos EUA, o que pode levar o Fed a manter os juros elevados por mais tempo.
Porém, a notícia de que o presidente Donald Trump teve conversas hoje por telefone com Wladimir Putin e Volodymyr Zelensky, e que ambos mostraram disposição em acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia, acentuou a queda do dólar e aliviou as taxas dos Treasuries, que colaborou para amenizar a queda do metal precioso.
O contrato para abril fechou em leve baixa de 0,13%, a US$ 2.928,70 por onça-troy na Comex.
NY tenta recuperação após Trump sinalizar caminho de paz para Ucrânia; Ibovespa cai com atividade fraca
[12/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas em NY (Dow Jones -0,33%; S&P500 -0,14%; Nasdaq +0,12%) mostraram melhora na última hora e já se aproximam das máximas do dia, após Donald Trump afirmar que conversou hoje com Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia e que autoridades de segurança dos EUA vão liderar negociações de paz.
“Vamos começar negociações sobre paz na Ucrânia imediatamente e ligarei para Zelensky”, declarou o presidente americano.
Mais cedo, os índices mostravam queda acentuada após o CPI de janeiro ter vindo acima das expectativas, reforçando a aposta de que o Fed deverá fazer apenas um corte de juros neste ano.
Os juros dos Treasuries se afastaram das máximas, mas seguem em alta (T-Note de 2 anos a 4,3664%; 10 anos a 4,6259%), depois que Jerome Powell repetiu hoje na Câmara que o Fed não tem pressa em cortar os juros. Ele também comentou brevemente sobre a política comercial de Trump. “É possível que tenhamos que agir com juro em função das tarifas, mas é preciso esperar.”
Por aqui, o Ibovespa (-1,49%, aos 124.642 pontos) devolve ganhos recentes, após desempenho abaixo do esperado (+0,1%) do setor de serviços (-0,5%) em dezembro reforçar os sinais de desaceleração da economia brasileira.
Os juros futuros curtos caem pelo mesmo motivo (DI Jan/26 a 14,875%; Jan/27 a 15,020%); enquanto os longos (Jan/33 a 14,760%) têm leve alta, na esteira dos Treasuries.
O dólar à vista (-0,18%, a R$ 5,7572) segue comportado aqui, enquanto acentua a baixa frente aos pares lá fora (DXY -0,31%, aos 107,628 pontos.
(Téo Takar)
Bolsas europeias sobem e DAX renova máxima histórica após balanços e CPI nos EUA
Os principais índices acionários da Europa encerraram em alta hoje, embalados pela safra de balanços e pelos dados de inflação nos EUA, que veio acima do esperado.
A cervejaria Heineken reportou resultado acima das projeções e suas ações subiram 14%, dando fôlego também aos papéis das concorrentes AB InBev e Carlsberg, que avançaram cerca de 3%.
O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,09%, aos 547,68 pontos. O DAX, de Frankfurt, avançou 0,50% e bateu novo recorde de fechamento, aos 22.148,03 pontos. O FTSE, de Londres, teve alta de 0,34%. E o CAC 40, de Paris, subiu 0,17%.