Juros futuros fecham mistos com fraqueza de serviços e alta do CPI nos EUA
Os juros futuros fecharam em direções opostas, com curtos em baixa e longos em alta nesta quarta-feira. Os curtos refletiram o dado do setor de serviços em dezembro (-0,5%) mais fraco que o esperado (+0,1%), o que reforça a percepção do mercado de uma desaceleração da economia brasileira.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, observou que há uma expectativa de desaceleração da economia nos próximos meses, mas afirmou que é preciso serenidade ao interpretar os dados.
Já os DIs longos foram afetados pelo avanço dos juros dos Treasuries, após o CPI americano superar as expectativas em janeiro, o que deve levar o Fed a realizar apenas um corte nos juros neste ano.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,895% (de 14,940% no fechamento anterior); Jan/27 a 15,060% (15,060%); Jan/29 a 14,915% (14,825%); Jan/31 a 14,910% (14,800%) e Jan/33 a 14,840% (14,760%).
(Téo Takar)
Dólar estaciona com investidor à espera da reação do Brasil às tarifas e dos próximos passos de Trump
O câmbio doméstico teve uma sessão de poucas emoções nesta quarta-feira, com o dólar à vista oscilando pouco e fechando praticamente estável diante do real. Operadores notaram uma acomodação do câmbio, com o fluxo aparentemente equilibrado.
Dados de fluxo divulgados hoje pelo BC mostraram que houve saída líquida de apenas US$ 350 milhões na semana passada. Além disso, os investidores estão cautelosos, à espera da resposta do Brasil à guerra comercial de Trump, que vai taxar as importações de aço em 25% a partir de março.
Também havia expectativa de que Trump anunciasse hoje tarifas “recíprocas” e restrições ao setor bancário americano.
Lá fora, porém, o dólar seguia volátil frente aos pares, repercutindo a inflação acima do esperado nos EUA em janeiro, as declarações de Jerome Powell, que repetiu que o Fed não tem pressa em cortar os juros, e ainda a possibilidade de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, com intermediação dos EUA.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,08%, a R$ 5,7631, após oscilar entre R$ 5,7437 e R$ 5,7873. Às 17h13, o dólar futuro para março caía 0,16%, a R$ 5,7775.
Lá fora, o DXY tinha leve queda de 0,02%, aos 107,944 pontos. O euro subia 0,30%, a US$ 1,0391. E a libra tinha ganho de 0,03%, a US$ 1,2447.
(Téo Takar)
Petróleo cai mais de 2% com possibilidade de acordo de paz na Ucrânia e alta nos estoques dos EUA
O petróleo fechou em forte baixa nesta quarta-feira, diante da possibilidade de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, o que poderia levar à derrubada das sanções sobre o óleo russo.
A derrocada da commodity aconteceu no começo da tarde, após Donald Trump divulgar que conversou com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, e que ambos mostraram disposição de chegar a um acordo com a intermediação dos EUA.
Mais cedo, os contratos já operavam em baixa por conta da inflação acima do esperado nos EUA e também por causa dos aumentos dos estoques no país na última semana. Segundo o DoE, os estoques americanos subiram 4,07 milhões de barris na semana passada, quase o dobro dos 2,4 milhão de barris esperados pelos analistas.
O Brent para abril caiu 2,36%, a US$ 75,18 por barril, na ICE. E o WTI para março recuou 2,65%, a US$ 71,37 por barril, na Nymex.