Bolsas se recuperam, dólar e juros caem com notícia de que tarifas recíprocas ainda não têm data para vigorar
[13/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa (+0,14%, aos 124.559 pontos) virou para o terreno positivo no início da tarde, acompanhando a melhora dos índices em NY (Dow Jones +0,27%; S&P500 +0,52%; Nasdaq +0,87%), após informação da CNBC de que Donald Trump anunciará as tarifas recíprocas hoje, mas elas ainda não têm data para entrar em vigor.
O dólar à vista segue comportado diante do real (+0,09%, a R$ 5,7683), enquanto a moeda americana cai forte diante dos pares no exterior (DXY -0,49%), assim como os juros dos Treasuries (T-Note de 2 anos a 4,3088%; 10 anos a 4,5337%).
Por aqui, os juros futuros também recuam em toda a curva (DI Jan/26 a 14,845%; Jan/27 a 14,960%; Jan/29 a 14,820%), apoiados na melhora do cenário externo e no dado fraco de vendas no varejo, que reforça o quadro de desaceleração da economia doméstica, que pode levar ao enfraquecimento da inflação.
(Téo Takar)
Bolsas europeias sobem com expectativa de paz na Ucrânia, mas Londres cai com balanços
A maioria das bolsas europeias fechou em alta hoje, com investidores otimistas com a possibilidade um acordo de paz na Ucrânia, após a conversa de ontem do presidente dos EUA com o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O mercado também aguardava pelo anúncio de Trump sobre as tarifas recíprocas, mas a CNBC apurou que as taxas serão divulgadas hoje, mas ainda não têm data para entrar em vigor.
O DAX, da bolsa de Frankfurt, subiu 2,09% e renovou seu recorde de fechamento, aos 22.611,29 pontos. Em Paris, o CAC40 avançou 1,52%. Já em Londres, o FTSE100 caiu 0,49%, pressionado por ações de empresas que trouxeram balanços piores que o esperado ou projeções de resultados futuros menos otimistas, como a British American Tobacco (-8,81%), a Unilever (-5,64%) e o Barclays (-4,71%).
Ibovespa cai, mas tem giro reforçado; NY fica misto com investidores avaliando CPI e falas de Trump e Powell
[12/2/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa seguiu a tendência de cautela externa e fechou em baixa, com o giro reforçado pelo vencimento de Ibovespa futuro e exercício de opções sobre o índice, caindo 1,69%, aos 124.380,21 pontos. O volume alcançou R$ 55,7 bilhões.
Os principais bancos recuaram, com Bradesco PN puxando as perdas, depois de o Goldman Sachs reduzir a recomendação da ação de compra para venda. O papel cedeu 4,56%, a R$ 11,72.
Em linha com a queda do petróleo, Petrobras ON caiu 2,31% (R$ 39,32) e Petrobras PN baixou 1,49% (R$ 36,28). Já Vale perdeu 0,67% (R$ 54,79), apesar da alta do minério de ferro.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,08%, a R$ 5,7631. Os juros futuros fecharam em direções opostas, com curtos em baixa (DI Jan26 a 14,895%) e longos em alta.
Em NY, as bolsas abriram em queda, reagindo ao CPI de janeiro, que veio acima das expectativas, o que indica que o Fed deverá fazer apenas um corte de juros neste ano.
À tarde, os índices diminuíram o ritmo de perdas com a notícia de que o presidente Donald Trump teve conversas com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky nas quais os líderes se mostraram dispostos a acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Além disso, Jerome Powell repetiu que o BC americano não tem pressa em cortar as taxas.
Dow Jones caiu 0,50% (44.368,56). S&P500 recuou 0,27% (6.051,94). Nasdaq teve leve alta de 0,03% (19.649,95). Os retornos dos Treasuries avançaram.
(Igor Giannasi)