Ouro volta a subir com dólar fraco e demanda de bancos centrais

O ouro retomou a trajetória de alta nesta quinta-feira, ajudado pelo recuo do dólar frente a outras moedas (DXY -0,75%) e dos juros dos Treasuries, além da demanda expressiva do metal precioso como reserva de proteção por bancos centrais.

O contrato para abril subiu 0,57%, para US$ 2.945,40 por onça-troy na Comex.

Dólar encontra piso nos R$ 5,75, apesar de tombo da moeda americana no exterior

O dólar teve mais uma sessão de poucas oscilações e se sustentou acima dos R$ 5,75, apesar da queda expressiva da moeda americana frente aos pares no exterior.

Após a forte correção sofrida pelo dólar frente ao real desde o pico de preço, atingido no fim do ano passado, o câmbio parece ter encontrado um piso, diante da falta de novidades no cenário doméstico e do contexto fiscal ainda delicado.

Sem novos motivos para cair mais por aqui, o mercado doméstico ignorou o tombo do dólar lá fora, com a expectativa de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia e o anúncio das tarifas recíprocas de Donald Trump, que não entrarão em vigor imediatamente, mas somente em 1º de abril, “se Trump quiser”, disse um assessor da Casa Branca. O mercado segue apostando que a guerra comercial não vai se concretizar e que Trump está apenas pressionando para conseguir negociar seus interesses com outros países.

O dólar à vista fechou em alta de 0,10%, a R$ 5,7689, após oscilar entre R$ 5,7589 e R$ 5,7994. Às 17h18, o dólar futuro para março caía 0,08%, a R$ 5,7805. Lá fora, o índice DXY afundava 0,66%, para 107,228 pontos. O euro subia 0,67%, a US$ 1,0456. E a libra avançava 0,86%, a US$ 1,2550.

(Téo Takar)

Petróleo fecha em leve baixa, com investidor analisando tarifas de Trump e possível acordo de paz na Ucrânia

O petróleo encerrou a sessão com baixa modesta, depois de uma sessão volátil, com investidores avaliando um possível aumento da oferta da commodity caso um acordo de paz entre a Rússia e Ucrânia se concretize no curto prazo.

O mercado também reagiu no fim da sessão ao anúncio de tarifas recíprocas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A dúvida sobre a continuidade do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza limitou a queda dos preços, embora o Hamas tenha sinalizado hoje que libertará reféns no sábado, como estava previsto.

Outro fator que sustentou os preços foi o leve aumento na projeção para demanda global neste ano pela Agência Internacional de Energia (AIE).

O Brent para abril caiu 0,21%, a US$ 75,02 por barril, na ICE. E o WTI para março recuou 0,11%, a US$ 71,29 por barril, na Nymex.